Funcionários dos Correios têm audiência de conciliação no TST

Grevistas querem 41,03% de reposição salarial e acréscimo imediato de R$ 300,00 ao piso da categoria

Solange Spigliatti, Central de Notícias,

24 de setembro de 2009 | 09h10

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) realiza nesta quinta-feira, 24, uma audiência de conciliação entre os Correios e os funcionários, que entraram em greve no último dia 16. Os funcionários em greve querem 41,03% de reposição salarial e acréscimo imediato de R$ 300,00 ao piso da categoria, que é de R$ 640,00. O governo ofereceu um reajuste de 9%, válido por dois anos, e um acréscimo salarial de R$ 100,00 a partir de janeiro 2010, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect).

 

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A proposta dos Correios, de acordo com a empresa, continua sendo rejeitada por 24 sindicatos, que prevê, além do reajuste salarial de 9%, retroativo a agosto deste ano, mais R$ 100,00 de aumento linear a partir de janeiro de 2010, e reajuste dos valores dos benefícios (vale-alimentação, vale-cesta, auxílio-creche, etc.).

 

Segundo os Correios, apesar de o Tribunal Superior do Trabalho ter determinado que seja mantido o mínimo de 30% do efetivo de empregados nas unidades dos Correios, durante o período de greve, cem dessas unidades funcionaram na última terça-feira, 22, com número de empregados abaixo do que foi determinado.

 

A ECT, desde terça, passou a informar as Procuradorias Regionais do Trabalho nos Estados sobre o descumprimento da ordem judicial, para que seja aplicada multa de R$ 50 mil reais por dia, por unidade, ao sindicato da respectiva área de jurisdição.

 

Os empregados de Juiz de Fora, em Minas, decidiram em assembleia aceitar a proposta da empresa. Com este resultado, chega a dez o número de sindicatos que optaram pelo retorno ao trabalho. São eles: Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Bauru, Ribeirão Preto e Santos, em São Paulo e Juiz de Fora, em Minas. O sindicato de Uberaba, em Minas, não aderiu ao movimento e Roraima tem apenas sete empregados parados.

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