Funcionários pedem que vice da Fiesp não seja preso

Os cerca de 900 funcionários da Smar Equipamentos Industriais, de Sertãozinho, no interior paulista, fizeram nesta segunda-feira um manifesto para que os seis diretores da empresa, que estão com a prisão decretada pela Justiça desde dezembro por sonegação de impostos, respondam as acusações do processo em liberdade. Os seis empresários, entre eles o vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Carlos Roberto Liboni, são acusados de não recolherem R$ 254,6 milhões à Previdência. "A Smar não vai parar", disse o engenheiro de desenvolvimento e gerente de produtos da empresa, César Cassiolato, representante da comissão organizadora do manifesto.Os funcionários da Smar em Sertãozinho, que são a maioria dos 1.200 contratados pela empresa no País, não temem que a crise afete os trabalhos. "A empresa já teve outras crises e estamos unidos ainda mais e vamos atender os pedidos em dia, pois a Smar é líder em tecnologia de automação industrial dentro e fora do País e poucos sabem disso", disse Cassiolato. Segundo ele, o manifesto é uma forma de alertar o governo que é preciso criar empregos. "Estamos mostrando também o potencial tecnológico do brasileiro", afirmou.A Smar fatura anualmente US$ 70 milhões e tem, entre os clientes, a Petrobrás, além de Basf, Esso, Bayer e Monsanto. A empresa foi criada em 1974 e exporta para 65 países. As exportações, no ano passado, renderam US$ 12 milhões.

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