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Funcionários públicos fazem greve geral em Portugal

Funcionários de hospitais, professores e coletores de lixo iniciaram uma greve de 24 horas em Portugal para criticar a nova rodada de cortes nos salários e pensões do setor público no país. Cartazes pendurados na fachada de hospitais atacam: "Contra a desmantelamento do Estado" e "Direitos duramente conquistados não podem ser roubados".

AE, Agencia Estado

08 de novembro de 2013 | 09h53

Latas de lixo não coletado estão transbordando e sujando as ruas da capital Lisboa, enquanto os portões das escolas estão fechados. "Os portugueses não podem aceitar mais cortes nos salários e sacrifícios", afirmou Ana Avoila, coordenadora dos sindicatos do setor público, que calcula que a participação na greve varia entre 70% e 100%.

O secretário para serviços públicos do governo, Helder Rosalino, disse que "entende o desânimo dos funcionários públicos", mas não espera que a participação na greve passe de 20%.

A greve de 24 horas foi lançada conjuntamente pelas federações de trabalhadores públicos ligadas aos dois principais sindicatos do país, o CGTP, que é próximo do Partido Comunista, e o UGT, que é próximo do Partido Socialista.

Os sindicatos estão protestando contra as novas medidas de austeridade anunciadas pelo governo em meados de outubro para o Orçamento de 2014. O orçamento prevê o aumento da semana de trabalho do setor público de 35 para 40 horas, reduz as pensões de aposentados em 10% e diminui os salários de quem recebe mais de 600 euros brutos por mês entre 2,5% e 12,0%.

O protesto do setor público segue-se a uma série de greves no setor de transportes, incluindo serviços de trens e ônibus, que vão culminar em uma manifestação em Lisboa neste sábado. Os trabalhadores das empresas ferroviárias Soflusa e Trasntejo estão em greve parcial hoje. Fonte: Dow Jones Newswires.

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