Fundação garante controle da Oi para Andrade e La fonte

Os grupos La Fonte, do empresário Carlos Jereissati, e Andrade Gutierrez, de Sérgio Andrade, contam com a participação do fundo de pensão dos empregados do Grupo Oi (antiga Telemar) - a Fundação Atlântico - para garantir o controle da nova supertelefônica que está sendo costurada pelo governo. As negociações para a compra da Brasil Telecom pela Oi estão no momento da definição das participações que cada sócio poderá ter na nova empresa.Segundo fontes ligadas ao negócio, a Fundação Atlântico teria 10% das ações ordinárias da Telemar Participações (a controladora do Grupo Oi) ao final da reestruturação. Esse é exatamente o porcentual que a Andrade Gutierrez e o La Fonte precisam para deter, com a ajuda do fundo de pensão, o controle da nova companhia. Fontes garantem que o acordo já estaria acertado. Na estrutura atual, a Atlântico participa do controle da Telemar Participações de duas maneiras. A primeira é via Fiago, companhia onde estão mais quatro fundos de pensão: Previ, Petros, Funcef e Telos. Com a reestruturação acionária na Oi, a Fiago será extinta e a participação que sobrará para a Fundação Atlântico será de 5,16% na Oi. Além disso, o fundo de pensão ainda detém diretamente mais 4% em ações ordinárias. O que é suficiente para fechar a conta do modelo que vem sendo elaborado pelo La Fonte e pela Andrade Gutierrez. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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