Fundações de olho em private equities

Os investimentos em private equity, fundos que compram participação em empresas, estão ganhando espaço na carteira dos fundos de pensão. Mesmo que as taxas de juros elevadas aumentem a atratividade dos investimentos em renda fixa, os fundos de private equity atendem a uma outra meta das fundações: a de diversificar sua carteira. 

O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2014 | 08h04

No fim do ano passado, os investimentos estruturados dos fundos de pensão (categoria que engloba o private equity) estavam em 3% do total do patrimônio, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). 

A Valia, fundo de pensão dos funcionários da Vale, por exemplo, já tem 12% de capital comprometido com aporte em private equities, sendo que 5% já foram investidos. Segundo o diretor de investimentos e finanças da Valia, Maurício Wanderley, esse tipo de aporte funciona como um complemento na carteira de renda variável. "Gostamos da relação risco e retorno e buscamos uma complementaridade", disse. A representatividade do private equity na carteira da fundação deverá crescer anualmente, para alcançar a fatia de 12% em um prazo de até três anos. Hoje, ela tem em seu portfólio fundos que investiram em companhias como a Tok&Stok e a Ri Happy. 

Na fundação Real Grandeza, dos funcionários de Furnas, os investimentos em private equity também têm espaço na carteira. "No fim de 2013, ampliamos nossa posição em títulos públicos, mas mesmo assim continuamos na prospecção de Fundos de Investimentos em Participações", disse Eduardo Garcia, diretor de investimentos da fundação.

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