Reuters - 4/3/2018
Reuters - 4/3/2018

Fundador da Evergrande diz que empresa vai sair de 'momento sombrio' e retomará obras

Em carta para funcionários, Xu Jiayin garantiu que dará uma 'resposta responsável aos compradores, investidores, sócios e instituições financeiras', informou jornal estatal

AFP 

21 de setembro de 2021 | 09h58

PEQUIM - O presidente da gigante imobiliária chinesa Evergrande, Xu Jiayin, garantiu a sua equipe que está confiante de que o grupo emergirá "em breve de seu momento mais sombrio", informou a mídia estatal nesta terça-feira, 21, após um dia de temores no mercados de ações, asiáticos e mundiais.

A incorporadora imobiliária enfrenta a ira de compradores e investidores que temem perder seu dinheiro em uma possível falência de Evergrande, que tem dívidas que ultrapassam US$ 300 bilhões.

Xu Jiayin, que fundou a empresa em 1996, afirmou ainda que a empresa vai retomar integralmente suas obras, garantir a entrega dos imóveis e "dar uma resposta responsável aos compradores, investidores, sócios e instituições financeiras", relatou o jornal estatal Securities Times.

A carta serve para parabenizar sua equipe pelo Festival do Meio Outono, uma importante tradição na China celebrada com dois dias de folga.

Isso ocorre após um dia de pânico nas Bolsas de Valores nos mercados asiático e ocidental devido ao temor de que a falência do gigante imobiliário se espalhe para a economia chinesa e para o resto do mundo.

Nesta terça-feira, as ações asiáticas continuaram sofrendo com a crise, embora as quedas tenham se moderado. A Bolsa de Hong Kong fechou em alta de 0,51%, recuperando apenas parte do tombo de 3,3% do dia anterior. Os papéis da Evergrande recuaram 0,44%, depois da queda de mais de 10%.

Em Tóquio, a Bolsa japonesa voltou de um feriado nacional com forte desvalorização, reagindo com atraso aos temores com a Evergrande. O Nikkei caiu 2,17%, pressionado por ações ligadas ao setores de máquinas e siderúrgico. Os mercados da China, da Coreia do Sul e de Taiwan não operaram pelo segundo dia seguido em razão de feriados.

A crise de Evergrande gerou protestos incomuns em frente aos prédios da empresa na China, de investidores e fornecedores exigindo seu dinheiro. Alguns alegaram que tinham a receber até US$ 1 milhão de dólares.

A empresa admitiu na semana passada que está sob "tremenda pressão" e que pode não ser capaz de cumprir suas obrigações.

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