Fundador da HRT renuncia à presidência

Marcio Mello deixa cargo dias antes da 11ª rodada de licitação de áreas de petróleo, em meio a uma crise com investidores

O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2013 | 02h04

O fundador e diretor-presidente da petrolífera brasileira HRT Participações em Petróleo, Marcio Rocha Mello, renunciou ao cargo na sexta-feira. Segundo comunicado da companhia, ele permanecerá como integrante do Conselho de Administração da empresa.

A renúncia de Mello, que recentemente deixou de acumular a função de presidente do Conselho de Administração da empresa, ocorre dias antes da 11.ª rodada de licitação de áreas de petróleo, nos dias 14 e 15, para qual a empresa está habilitada a participar.

"Deixo o comando da companhia que construí com grande orgulho nos últimos três anos, junto a um time comprometido com o objetivo de criar uma das maiores empresas independentes de óleo e gás do Brasil", afirmou Mello, em documento divulgado ao mercado.

A HRT está em meio a uma campanha exploratória em campos terrestres no Solimões, no interior da Amazônia, onde fez descobertas de gás, e na costa da Namíbia, onde começou há poucas semanas a perfuração de poços.

A renúncia foi apresentada durante reunião do Conselho de Administração na sexta-feira. Segundo o novo chairman, John Willott, o conselho pediu para que o executivo reconsiderasse a sua saída.

Na sexta-feira, a ação da HRT subiu 10,8%, para R$ 4,60. A HRT não faz parte do Ibovespa, que fechou em queda de 0,61%.

Promessas. A HRT nasceu com a missão de encontrar e explorar petróleo na Amazônia e na costa da Namíbia, na África. À frente do projeto estava o empresário Marcio Mello, geoquímico e ex-funcionário da Petrobrás. Mello atraiu investidores para o projeto e levantou R$ 2,6 bilhões na abertura de capital da HRT na Bolsa de São Paulo, em outubro de 2010.

A empresa começou a ser punida pelos investidores na Bolsa depois que os resultados prometidos não se concretizaram. Nos 21 blocos adquiridos pela empresa na Bacia do Solimões, na região amazônica, a empresa não encontrou petróleo, apenas gás natural. A grande aposta da empresa é encontrar óleo na costa africana, onde detém 12 blocos.

A empresa segue sua campanha exploratória para encontrar petróleo. E já anunciou sua intenção em vender ativos para reforçar seu caixa e financiar as investidas. / REUTERS

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