Fundador do Megaupload foi alvo de espionagem

A agência de espionagem da Nova Zelândia realizou vigilância ilegal sobre o fundador do site Megaupload, Kim Dotcom, mostrou um relatório oficial divulgado ontem, provocando um pedido de desculpas do primeiro-ministro e lançando um possível golpe contra a tentativa dos EUA de extraditá-lo. Dotcom é acusado de lucrar US$ 175 milhões desde 2005 distribuindo filmes e música sem autorização.

WELLINGTON, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2012 | 03h06

O governo americano quer que o réu de nacionalidade alemã, também conhecido como Kim Schmitz, seja enviado aos Estados Unidos para enfrentar acusações por pirataria e por infringir direitos autorais.

O relatório divulgado pela Inspetoria-Geral da Inteligência, órgão de fiscalização das agências de espionagem da Nova Zelândia, descobriu que o Departamento de Comunicação e Segurança do Governo (GCSB, na sigla em inglês) ignorou as leis neozelandesas e espionou Dotcom, que conseguiu a residência permanente no país em 2010.

"É responsabilidade do GCSB agir dentro da lei, e é extremamente decepcionante que neste caso suas ações tenham sido realizadas fora dela", disse o primeiro-ministro John Key, em um comunicado. / REUTERS

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