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Fundamentos não justificam spreads da dívida brasileira

Embora o Brasil venha sendo elogiado pelas autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI), o relatório semestral "Estabilidade Financeira Global", divulgado pelo organismo nesta terça-feira, mostra que há um descompasso entre os fundamentos econômicos do País e os spreads cobrados sobre a sua dívida.Segundo o FMI, tomando-se como base as classificações de risco da dívida brasileira, os spreads dos títulos soberanos do País estavam no dia 3 de fevereiro passado 250 pontos-base abaixo do nível compatível com avaliação dos seus fundamentos. Ou seja, no caso de uma reversão da sorte dos emergentes causada pela alta de juros nos Estados Unidos ou por um choque externo, esses 250 pontos poderiam ser eventualmente adicionados aos spreads do país se os investidores basearem as suas decisões apenas nos fundamentos da economia brasileira avaliados pelas agências de risco.O vice-diretor do Departamento de Mercados de Capitais Internacionais, Hung Tran, explicou à Agência Estado que o levantamento é uma apenas uma projeção, mas serve como indicador do desvio dos spreads do País provocado pela forte liquidez nos mercados internacionais.O Brasil, vale ressaltar, não é o único emergente cujos fundamentos não justificariam os atuais spreads sobre a dívida. Dos 14 países avaliados pelo Fundo, apenas a Polônia tem uma classificação de risco que justificaria spreads menores do que os atuais. Os piores casos ? e que provavelmente seriam mais abalados por uma correção nos mercados - são o Equador, cuja distância entre os spreads atuais e os fundamentos é de cerca de 1.100 pontos-base, e a Venezuela, com uma diferença de cerca de 700 pontos-base. No caso da Turquia, o descompasso é de cerca de 450 pontos-base. No caso do México, os spreads estão 200 pontos abaixo do que pregram os fundamentos do país.

Agencia Estado,

07 de abril de 2004 | 02h24

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