Fundamentos permitirão corte de juros no futuro, diz Dilma

Chefe da Casa Civil afirma que economia brasileira se mostra sólida e possibilitará redução da Selic

Anne Warth, da Agência Estado,

25 de setembro de 2009 | 12h57

A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira, 25, em São Paulo, em entrevista a correspondentes estrangeiros no Brasil, que os fundamentos da economia brasileira estão sólidos e abrem a possibilidade de uma redução da taxa básica de juros (Selic) no futuro. "Os fundamentos da economia dão espaço para uma queda de juros no futuro", disse.

 

Dilma não esclareceu quando isso poderá acontecer, mas reiterou que a decisão a respeito do assunto caberá ao Banco Central (BC). A chefe da Casa Civil disse ainda que reduzir os juros e os spreads bancários é uma ação que só pode ser adotada quando há espaço monetário e fiscal suficiente para fazê-lo. "A estabilidade macroeconômica é essencial para o País", afirmou. Dilma afirmou também que o acúmulo de reservas internacionais é algo que dá uma blindagem internacional muito elevada para o Brasil.

 

Pré-sal

 

Para Dilma, o Brasil precisa iniciar desde já a discussão e o planejamento para a exploração do petróleo da camada pré-sal. "Ou o pré-sal começa hoje, ou não daremos conta dele", afirmou. A chefe da Casa Civil esclareceu que "dar conta" significa criar uma rede de fornecedores, construir novas refinarias e criar uma empresa petroquímica de porte internacional. De acordo com Dilma, o País vive um momento "especial, especialíssimo". Ela afirmou que o acesso às reservas de petróleo da camada pré-sal interessa às empresas internacionais.

 

Na avaliação de Dilma, isso acontece porque o Brasil é um país atrativo para investimentos nessa área. "O Brasil é um país democrático e que respeita contratos", afirmou. "O Brasil pode tornar-se um grande exportador de petróleo", opinou. Dilma disse que a exploração de petróleo da camada pré-sal e a produção de etanol são atividades que o País pode desenvolver ao mesmo tempo. "Não temos dúvidas de que o Brasil é o país mais competitivo na área de etanol."

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