Fundo compra participação na Livraria Cultura

O fundo Capital Mezanino, administrado em parceria pela gestora de recursos Neo Investimentos e pelo Banco Itaú, fechou a compra de uma participação minoritária na Livraria Cultura. O tamanho dessa participação e valor do negócio não foram informados. O controle acionário, assim como a administração da rede de lojas, segue nas mão da família Herz.Com a entrada do investidor, a empresa espera reforçar seu projeto de expansão iniciado há três anos. Segundo Pedro Herz, que vai assumir a presidência do recém-criado conselho de administração da Cultura, a entrada de capital novo vai acelerar o processo de abertura de novas livrarias. "Se antes abríamos uma loja por ano, agora vamos abrir duas", diz. "Este ano, a primeira será inaugurada em outubro, em Brasília. A outra ainda não está definida."Para Henrique Teixeira Alvares, um dos sócios da Neo Investimentos, este é um bom momento para se investir em negócios desse tipo. "Investir em livrarias, em especial com um modelo de negócio vencedor, como tem sido o desenvolvido pela Cultura, é uma excelente alternativa", diz. Ele considera que, nos momentos de crise, as pessoas precisam se reinventar, e a educação acaba sendo valorizada.A Livraria Cultura está entre as maiores redes de livrarias do País, segmento que tem a liderança nas mãos da Livraria Saraiva e que conta também com a Nobel e a francesa Fnac como grandes competidoras. Alvares conta que houve um grande esforço para convencer os Herz da venda de parte do capital. "Conversamos mais de dois anos, porque eles queriam alguém comprometido com os planos deles", diz. "Há tempos observamos que o modelo de varejo se concentra em shopping centers, e a Cultura busca esses ambientes."

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