Fundo da Vale aumentará investimento em infraestrutura

Com R$ 14 bilhões em patrimônio, a Valia, fundo de pensão dos funcionários da Vale, vai aumentar seus investimentos em infraestrutura, segundo seu presidente, Eustáquio Lott. A Valia é o quinto maior fundo de pensão do Brasil e vai investir no setor por meio de aportes em fundos de private equity, carteiras que compram participação em empresas.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, ENVIADO ESPECIAL, Agencia Estado

20 de setembro de 2011 | 16h41

A fundação tem atualmente 4% de seu patrimônio alocado em private equities, o equivalente a R$ 560 milhões. A meta é elevar esse porcentual para 6%. Isso equivale a cerca de R$ 280 milhões que serão direcionados para esses fundos, com base no patrimônio atual.

Segundo Lott, todos os dias, gestoras procuram a fundação mostrando projetos para captação. "Há uma quantidade enorme de gestoras e projetos". De acordo com ele, tem surgido projetos de energia elétrica, petróleo e concessão rodoviária. De investimentos em aeroportos, até agora não apareceu nenhum.

O fundo de pensão da Vale tem 27% de seu patrimônio aplicado na bolsa. De acordo com Lott, a carteira não perdeu este ano, mas também não teve ganho. "Está no zero a zero", disse o executivo, destacando que a fundação aplica em papéis como Petrobras, Brasil Foods (BRF) e BrMalls, além de ações da própria Vale, que respondem por cerca de 6% a 7% do total. O porcentual total aplicado em ações pode chegar a 35%, mas Lott disse que, no momento, a fundação não está comprando mais bolsa. "Estamos sempre observando o mercado, se surgir uma boa oportunidade, compramos".

Na BRF, a Valia faz parte do grupo de fundos de pensão que indica um conselho para a empresa. Lott não comentou o futuro da empresa de alimentos, apenas diz que "há uma visão harmoniosa no conselho" sobre os próximos rumos da companhia, que foi obrigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a se desfazer de ativos para se fundir com a Perdigão.

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