Fundo de ações: defina seu perfil

Num cenário de juros cadentes, o investimento em fundos de ações ganha um apelo cada vez maior para o pequeno e médio investidor. Trata-se de aplicações mais arriscadas, é certo, mas que oferecem uma perspectiva de rendimento maior. E o aplicador precisa saber que há fundos de ações para todos os gostos e perfis. Além dos que perseguem um rendimento igual ou superior a índices de ações, como o Ibovespa, IBX, IBA ou FGV-100, há os fundos setoriais, que são formados exclusivamente com papéis de empresas de um determinado setor, como telecomunicações, energia, bancos, etc. Também há os fundos ativos, que não têm compromisso com nenhum indicador ou setor, que selecionam as ações apenas com base na expectativa de lucratividade das empresas, realizando uma análise fundamentalista das companhias.Para investir seu dinheiro num fundo de ações que seja adequado ao seu perfil, o aplicador deve conhecer os diferentes índices e as diferentes formas de gestão. Essas providências são importantes para que o investidor aplique seus recursos num fundo que esteja de acordo com sua tolerância ao risco.Isso é importante porque o investidor brasileiro não tem o hábito de investir em ações. Em razão da política de taxas de juros elevadas que vigorou até há bem pouco tempo, as aplicações de renda fixa ofereciam rentabilidade elevada e baixo risco. Essa distorção parece ter chegado ao fim. Quem quiser um rendimento maior terá de correr mais riscos. O investidor que ficar na caderneta ou em fundos DI e de renda fixa vai contar com segurança, mas terá uma rentabilidade pouco atraente. Com isso, um dos caminhos naturais para o pequeno investidor que quer uma rentabilidade diferenciada são os fundos de ações.Gestores preparam diferentes estratégias para seduzir investidoresOs gestores dos fundos de ações desenvolvem estratégias diferentes na administração dos fundos, para perseguir um rendimento igual ou superior a um determinado índice. Entre estes destacam-se o Ibovespa e o Índice Brasil (IBX), da Bolsa de Valores de São Paulo, o FGV-100, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Brasileiro de Ações (IBA), da Comissão Nacional de Bolsas de Valores (CNBV). As gestões mais conhecidas são a passiva e a ativa.Na gestão passiva, o objetivo é copiar o comportamento de um índice (benchmark). Entre os indicadores citados, o mais comum é o Ibovespa. Neste caso, a maioria dos fundos adquire apenas as ações com maior representatividade nos índices escolhidos. Atualmente, os três principais papéis no Ibovespa são Telemar, Petrobrás e Globo Cabo, que juntos têm um peso de cerca de 25% sobre o total da carteira. O gestor pode também atuar no mercado futuro de Ibovespa para atrelar o rendimento do fundo ao indexador. Mesmo nesse tipo de gestão, alguns fundos apresentam rendimento muito diferente do benchmark.Na gestão ativa, há fundos que visam a conseguir uma rentabilidade superior à do índice escolhido como referência (benckmark) e outros que não não têm compromisso com nenhum índice. No primeiro caso, ao compor a carteira do fundo, o gestor leva em conta o indexador como referência, mas pode também escolher papéis não incluídos no índice que tenham boa perspectiva de valorização. No segundo caso, ele tem critérios próprios de seleção, que podem levar em conta, por exemplo, os fundamentos da empresa. Se os motivos que levaram o gestor a adotar determinada estratégica forem confirmados, a aplicação poderá ter um bom desempenho. Se errar, as cotas do fundo podem sofrer desvalorização.Há ainda, no mercado, um outro tipo de fundo, voltado para o conceito de distribuição de dividendos. Nesse caso, os gestores procuram formar a carteira da aplicação com papéis de empresas que adotam a política de distribuição de dividendos aos seus acionistas e têm potencial de lucro

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