Werther Santana/Estadão-30/11/2018
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Fábio Gallo
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Investir em índices

Grupo de fundos de índices (ETFs) oferece opções que podem atender a interesses diversos dos investidores. A dica é verificar taxas cobradas e ficar atento ao grau de risco desses fundos – que é elevado

Fábio Gallo*, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2021 | 04h00

Recentemente um amigo me chamou a atenção de quantas expressões em inglês, siglas ou códigos usamos no mundo de finanças. Isso por vezes torna-se uma linguagem hermética. Em particular ele dizia sobre a sigla ETF que vem do inglês Exchange Traded Fund, que traduzimos como Fundo de Índice. Como tratado nesta coluna anteriormente, um ETF é um tipo de título negociado ao longo do dia como se fosse uma ação ordinária, mas que envolve um grupo de ações que busca replicar um determinado índice de mercado. 

Na prática, o investidor está investindo de forma referenciada a um índice de mercado, assim exercendo administração passiva de seu capital. Isso porque o investidor compra cotas do fundo, e o gestor aplica os recursos em ativos de renda fixa ou variável de forma a “imitar” um índice de mercado. 

Para permitir que tenhamos uma visão mais ampla dos ETFs, vou apresentar a lista disponível na B3. São sete ETFs de renda fixa e 24 de renda variável. Os ETFs de renda fixa são referenciados ao IMA-B. Já o IMA-B5 e o IRF-M são subíndices do IMA. O Índice de Mercado Anbima (IMA) é referência para os investimentos em renda fixa, formado por uma carteira de títulos públicos semelhante à da dívida pública interna brasileira. A série B tem como referência os títulos indexados ao IPCA – esse indicador apresenta no ano rendimento negativo de 0,27%. A série IRF-M refere-se aos títulos do Tesouro prefixados, com queda de quase 4% no ano. 

Entre os ETFs de renda variável, há vários referenciados a índices da Bolsa, como o Ibovespa, que no ano tem queda de mais de 3%, e ao IBR-X (-0,4%). Há ETF ligado ao índice carbono eficiente (-6%); small caps (-2%), de empresas de menor capitalização; Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE, com -2,3%); IDIV, ou índice das empresas boas pagadoras de dividendos (-2,2%); Índice S&P/B3 Brazil ESG, das empresas com as melhores práticas de meio ambiente, governança e ações sociais (-2,5%); o IFNC, ligado a instituições financeiras (-6,9%); o ISE, de empresas com práticas de sustentabilidade (-2,3%); o IFIX, de fundos imobiliários (-0,9%); o GOLD11, referenciado ao ouro (-4,7%); o Índice de Governança Corporativa (+3%); o índice de Materiais Básicos (IMAT) (+20%). Há ETF também referenciado ao S&P 500 (Standard & Poor’s), índice de ações que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos (+6%). Há ETFS ligados ao mercado global denominados MSCI (Morgan Stanley Capital International), o MSCI ACWI, índice que cobre aproximadamente 85% de todo o mercado acionário global (+10%); MSCI China, de empresas chinesas (+0,1%); e o MSCI Europe, dedicado a empresas de 15 países europeus (+5,8%). 

Em resumo: o grupo de fundos de índices (ETFs) oferece opções que podem atender a interesses diversos dos investidores. A dica é verificar taxas cobradas e ficar atento ao grau de risco desses fundos – que é elevado. 

* PROFESSOR DE FINANÇAS DA FGV-SP

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