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Fundo de pensão dos EUA promete investir após reformas

O Brasil pode atrair mais recursos dos fundos de pensão estrangeiros se fizer as reformas que melhorem a classificação de risco do País, afirmou à Agência Estado Sean Harrigan, presidente do Conselho de Administração do maior fundo de pensão do mundo, o Calpers, dos professores da Califórnia.Entre as reformas citadas por ele estão a adoção de padrões internacionais de contabilidade e a execução das leis trabalhistas do País, que ele considera "excelentes", além das reformas estruturais para o equilíbrio das contas públicas.O executivo disse que não se referia às classificações de risco das agências especializadas, mas ao sistema de avaliação de risco do Calpers para países emergentes, em que, em uma escala de zero a quatro, o Brasil agora está posicionado um pouco acima de dois. "Acredito que as reformas que recomendei no seminário (internacional de fundos de pensão, realizado esta semana no Rio) serão adotadas pelo Brasil, que estará se habilitando a receber investimentos de outros fundos de pensão americanos", disse.Harrigan disse que voltará ainda este ano acompanhado de representantes de outros fundos norte-americanos, alguns dos quais não investem ainda em países emergentes. Ele afirmou que os investidores institucionais nos Estados Unidos têm US$ 19 trilhões em ativos, dos quais 42% são dos fundos de pensão. O Calpers tem patrimônio de US$ 138 bilhões, mais do que o dobro (130%) do patrimônio dos fundos de pensão brasileiros, em torno de US$ 60 bilhões. O fundo tem US$ 1,8 bilhão investidos em países emergentes, dos quais US$ 228 milhões estão aplicados em empresas brasileiras.

Agencia Estado,

29 de maio de 2003 | 18h57

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