Fundo fica na VarigLog, mas Lap Chan deve sair

O juiz José Paulo Camargo Magano, no despacho de ontem, manteve a decisão anterior de entregar a gestão e a administração da VarigLog para o sócio estrangeiro Matlin Patterson, por meio de sua subsidiária Volo LLC. No entanto, o juiz determinou que o fundo americano substitua seu sócio Lap Chan por outro representante, Santiago Born, dado que Chan "adotou e foi orientado a adotar uma postura francamente desonesta". A partir de agora, os gestores e administradores da empresa deverão informar diariamente as despesas da companhia ao Comitê de Fiscalização nomeado pelo juiz Magano, para efeito de liberação paulatina dos recursos bloqueados na conta da VarigLog na Suíça. Ontem, o fundo Matlin contestou o despacho do juiz Magano. Diz que a questão da concessão e a composição societária (questionada pelo juiz) não são objeto do processo de litígio na 17 ª Vara. "A outorga de autorização prévia para transferência de controle da companhia para a Volo do Brasil, por sua vez, ocorreu no bojo de um processo judicial e foi e aprovada pela autoridade competente, após exaustiva análise da documentação." O fundo termina a nota dizendo: "a Volo LLC reitera que tem cumprido rigorosamente todas as determinações da Justiça, visando unicamente a recuperação da empresa." Os sócios brasileiros, por meio de advogados, afirmam que vão prestar esclarecimentos sobre o extravio de US$ 13 milhões, e reafirmam "que não houve extravio, conforme já demonstrado no processo". A reportagem não conseguiu localizar Rocha Lima e não obteve retorno da assessoria do escritório Teixeira & Martins.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.