Fundo Garantidor ajudará cooperativa em dificuldade

Segundo diretor do BC, fundo terá funções extras além de garantir depósitos 

Ricardo Leopoldo e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

30 Outubro 2012 | 11h57

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural, Sidnei Correa Marques, disse, nesta terça-feira, que o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCOOP) terá funções extras além de garantir depósitos.

Assim como ocorre com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em relação aos bancos, o fundo das cooperativas poderá dar assistência financeira às entidades cooperadas e dar suporte na busca de soluções de mercado para evitar a liquidação das que estiverem em dificuldades. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução, na semana passada, estabelecendo requisitos e características mínimas para o FGCOOP.

A norma deve ser publicada nesta terça-feira pelo Banco Central. Sidnei afirmou ainda que o regulamento do fundo será submetido ao CMN antes de a entidade iniciar suas operações. "O fundo está alinhado às melhores práticas, com um leque de funções que permitam atuação efetiva não só no caso de cooperativa com problemas, mas também para sua continuidade, quando existirem condições para tal", afirmou o diretor durante o IV Fórum Banco Central de Inclusão Financeira, realizado em Porto Alegre.

O Fundo terá valor de cobertura e porcentual de contribuição iguais aos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), segundo o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural, Sidnei Correa Marques. A cobertura será de R$ 70 mil por CPF e a contribuição de 0,0125% ao mês, o que corresponde a cerca de 0,15% ao ano sobre a base de créditos segurados.

A criação do fundo já estava prevista em lei desde 2009. O BC negocia ainda com a Casa Civil e equipe econômica isenção tributária para o novo fundo, a exemplo do que já ocorre com o FGC.

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