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Fundo imobiliário tem vantagens, mas baixa liquidez

Vou tirar férias, mas já paguei boa parte da viagem – logo, terei capital sobrando. Meus últimos investimentos foram no Tesouro Selic, mas com a queda dos juros e da inflação, fiquei perdido. O que faço? Não gosto de investimentos arriscados.

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2017 | 05h00

Como você não gosta de risco mais elevado, a alternativa é investir em renda fixa. Nesse tipo de investimento há muito boas oportunidades, mesmo em ambiente de inflação mais baixa e juros menores. Por outro lado, devemos entender que, com um novo ambiente econômico, a rentabilidade geral do mercado será menor, embora o ganho real deva continuar. Como você não deixa claro o volume de recursos e a intenção de prazo, não há como eu focar em algum tipo específico. Mas, posso adiantar que há boas opções no mercado. Por exemplo, investir em LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) ou LCI (Letra de Crédito Imobiliário) tem a vantagem de boas rentabilidades, garantia até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e não ter incidência de Imposto de Renda (IR). Os CDBs (Certificado de Depósito Bancários) também têm as mesmas características básicas, mas com incidência de IR. Justamente pela diferença tributária, as instituições têm oferecido taxas nominais maiores. Pesquise as alternativas em diversas instituições, particularmente em bancos virtuais, que estão chegando no mercado com boas ofertas. No Tesouro Direto também há opções interessantes, como os títulos Tesouro Prefixado 2020 e 2023, que estão sendo vendidos com taxas de 9,75% ao ano a 10,25% ao ano. Outra opção é o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2027, com negociação na casa de 10% ao ano. Há fundos de investimentos com boas rentabilidades, mas cuidado com as taxas. O importante é pesquisar alternativas.

Eu vou receber R$ 1,5 mil de FGTS e não sei onde aplicar. Posso investir em fundos imobiliários? Ou só me resta o Tesouro?

Sim, com esse valor é possível aplicar em um Fundo de Investimento Imobiliário (FII). A dica é você buscar conhecer mais sobre os FII: os riscos envolvidos e as suas principais características. Hoje há ofertas de lançamentos de FII a partir de R$ 1 mil, embora no mercado secundário você possa comprar cotas menores. Nos FII, os recursos são destinados à aplicação em ativos relacionados ao mercado imobiliário. Os recursos são investidos usualmente em empreendimentos de grande porte como edifícios comerciais, shopping centers e complexos de distribuição. Também podem ser destinados à aquisição de títulos e valores mobiliários, como cotas de outros FII, LCI, Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), ações de companhias do setor imobiliário, etc. Uma das principais características do FII é que ele não permite ao investidor resgatar as cotas antes do prazo de duração do fundo, sendo que a maioria tem prazo indeterminado. Assim, o investidor, para negociar suas cotas, deve usar do mercado secundário. Em outros termos, esses fundos não permitem que você resgate suas cotas a hora que quiser. As cotas devem ser negociadas em pregão de mercado – então a liquidez pode ser um problema. Este mercado sofreu muito desde 2012, mas mesmo assim, o número de fundos cresceu: o valor de mercado atingiu mais de R$ 30 bilhões e o número de investidores está próximo a 90 mil. A lucratividade para o investidor se dá tanto pela valorização das cotas quanto pelos rendimentos distribuídos. Deve ser considerado ainda que os rendimentos distribuídos são isentos de IR para a pessoa física, para fundos com mais de 50 cotistas

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