Fundo Mubadala será único credor da EBX

A reestruturação da EBX prevê que o fundo Mubadala será o único credor da holding do empresário Eike Batista quando for concluído o processo de venda de ativos e busca de parceiros estratégicos para as companhias "X", o que deve levar meses, disse uma fonte próxima ao grupo.

O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2013 | 02h04

Segundo essa fonte, a EBX reestruturou a dívida com o Mubadala, fundo soberano de Abu Dabi, que foi reduzida de mais de US$ 2 bilhões para algo entre US$ 1,6 bilhão e US$ 1,7 bilhão. Além disso, o prazo do débito foi alongado.

Parte da dívida com a Mubadala foi paga com o caixa levantado por Eike na venda de ações da petrolífera OGX no fim de maio. O empresário também entregou ao fundo ações da mineradora MMX e um investimento pessoal que tinha na rede de lanchonetes Burger King, disse a fonte.

A dívida da EBX de cerca de US$ 1 bilhão com Itaú e Bradesco será quitada após a alienação da fatia minoritária de Eike na MPX e de sua participação na MMX, disse a fonte - as duas próximas operações de venda que devem ser fechadas. "Com isso (venda de MPX e MMX), Eike quita Itaú e Bradesco e ainda sobra caixa", adiantou a fonte.

"A holding, no fim das contas, terá uma dívida longa com Mubadala e mais nenhuma dívida. E vai ter algum caixa, ativos secundários e uma participação diluída na empresa de logística LLX, porque você vai trazer novos investidores que vão completar o porto (da LLX)", disse a fonte.

A petroleira OGX tem endividamento acima de US$ 4 bilhões, a maioria em bônus emitidos no exterior. Segundo a fonte, será necessária uma reestruturação dos títulos de dívida em dólares, que vêm sendo negociados ao redor de 20% de seu valor de face.

Com situação crítica de caixa e fracasso em parte relevante de sua campanha exploratória até o momento, a OGX tem pela frente, talvez já no próximo mês, o pagamento de quase R$ 400 milhões ao governo pelos direitos em 13 blocos adquiridos na 11.ª rodada de licitação de áreas de petróleo, realizada em maio. "A OGX deve buscar parceiros estratégicos interessados em fazer os investimentos necessários para a exploração dessas concessões", disse a fonte. / REUTERS

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