Fundo soberano financiará empresas no exterior, diz Bernardo

Ministro evitou falar em prazos, mas informou que Mantega está finalizando a proposta de criação do fundo

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

06 de maio de 2008 | 14h16

O governo já estuda a estrutura para a formação de um fundo soberano, segundo informou nesta terça-feira, 6, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Regra geral, este fundo aplica parte das reservas internacionais em investimentos de maior risco e retorno. De acordo com o ministro, no caso do fundo brasileiro, a estratégia deste fundo terá o objetivo de apoiar a prestação de serviço e a ampliação da atividade de empresas brasileiras no exterior.   Veja também:  Entenda o que é fundo soberano   Bernardo explicou que o fundo financiará a atuação dessas empresas, como por exemplo, na venda de serviços ou em incorporações com outras companhias. Ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou, durante a última reunião para discutir a política industrial, o pedido para que o fundo soberano seja criado. "O presidente acha que pode ser um instrumento para financiar nossas atividades na América Latina e na África, onde nossas empresas carecem de financiamento", afirmou Bernardo.   O ministro evitou falar em prazos, mas informou que o ministro Guido Mantega está finalizando a proposta de criação do fundo. "Acho que teremos notícias nos próximos dias", disse Bernardo. Ele afirmou também que ainda não está definido o tamanho do aporte financeiro que o fundo receberá, mas garantiu que a sua criação não está ligada ao objetivo de conter a valorização do real. "Acho difícil ter um instrumento único para conter o dólar. Esse é um problema mundial", disse.   Negócios no exterior   O ministro disse que o governo estuda a possibilidade de criar uma subsidiária do BNDES no exterior ainda dentro do objetivo do governo de apoiar as atividades das empresas brasileiras em outros países. Bernardo disse que essa subsidiária não deve operar o fundo soberano, mas deve trabalhar junto com ele.   Ao questionado sobre se o objetivo do fundo soberano não seria o de diversificar as aplicações financeiras com os recursos das reservas internacionais, o ministro disse que o critério não é só quanto que o fundo terá de retorno, embora tenha destacado que o BNDES tem esse papel hoje dentro do País e é remunerado por esta atividade.

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