Fundo soberano não visa conter queda do dólar, diz Bernardo

Segundo ministro do Planejamento, criação do fundo vai apoiar empresas brasileiras no exterior

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

12 de maio de 2008 | 11h48

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta segunda-feira, 12, ao chegar à cerimônia de lançamento da nova política industrial, no auditório do BNDES, que a criação do fundo soberano não tem por objetivo estancar a apreciação do real, mas sim apoiar a atuação das empresas brasileiras no exterior. Veja também: Entenda o que é fundo soberano "É um equívoco achar que o governo comprar US$ 20 bilhões no mercado vai mexer profundamente na cotação do dólar. Dizer isso é desinformação ou uma forma de criticar a iniciativa do fundo. O dólar está caindo no mundo inteiro e seria muita pretensão achar que temos de praticar uma política cambial capaz de reverter o que está acontecendo no mundo. Gastaríamos muito dinheiro e não conseguiríamos reverter a queda do dólar", declarou. O ministro do Planejamento destacou que a desvalorização cambial não levou as empresas à falência. "Com toda a sinceridade, não vi ninguém falar que quebrou por causa do dólar. As pessoas ficam querendo que o governo mexa no câmbio com medidas artificiais. Já se foi o tempo em que o governo fixava a cotação do dólar, mexendo no câmbio, dando margem ao vazamento de informações e ao enriquecimento com a especulação. Não fazemos mais isso", sublinhou Bernardo, acentuando que "não existe nenhuma medida específica" sobre o câmbio.

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