Fundo soberano pode ser ineficaz para controle da inflação

Segundo o professor da USP, tudo vai depender de como governo vai usar recursos

Cláudia Ribeiro, de estadão.com.br,

30 de maio de 2008 | 17h49

A eficácia da medida anunciada nesta sexta-feira, 30, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai depender da forma como este dinheiro economizado pelo governo será usado. Veja também: Ouça a íntegra da entrevista   O professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), especialista em contas públicas, Adriano Biava, explica que, se estes recursos forem usados para financiar empresas via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o dinheiro entrará na economia de qualquer forma. "O gasto deixará de ser do governo e passará para as empresas. Neste caso, o efieto sobre a inflação será nulo".  Biava avalia que hoje o risco maior para a inflação vem da alta do petróleo e dos alimentos. Além disso, segundo ele, outro fator preocupante é a produção do País, que não consegue acompanhar o ritmo de crescimento da demanda. O professor destaca ainda que a inflação deve ser de fato combatido, pois ela reduz o poder de consumo, principalmente das classes mais pobres. "Todos concordam que a inflação é um mal. Ela pode comprometer o crescimento da economia", diz.

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