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Fundo Soberano vai atuar no câmbio via BC, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou hoje que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) vai atuar no mercado de câmbio via Banco Central (BC). "O FSB vai pedir ao BC que faça as compras para que não haja conflito com as compras do BC", disse Mantega, na portaria do Ministério da Fazenda. Segundo o ministro, a regulamentação do FSB está totalmente pronta para que o fundo possa comprar os dólares. "Basta que a Secretaria do Tesouro determine que se adquira o dólar", continuou.

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

22 de setembro de 2010 | 12h02

Segundo o ministro, é a Secretaria do Tesouro que vai avaliar o momento oportuno para a compra ou a venda de dólares. "A coordenação é da Secretaria do Tesouro, que determina a compra. O BC age como operador do FSB", disse Mantega. O ministro deu uma rápida explicação sobre de onde virão os recursos para a compra de dólares. Conforme Mantega, o FSB terá duas contas. Uma, que chamou de orçamentária, lidará com os recursos que já foram aportados no fundo (quase R$ 18 bilhões). A segunda conta, que chamou de financeira, lidará com as disponibilidades de caixa do Tesouro.

É da segunda conta, que tem disponibilidade de liquidez "muito grande", segundo o ministro, que virão os recursos para a compra de dólares. "É a mesma coisa do BC. O BC não tem limite para adquirir dólares. O Tesouro também não tem limite para comprar. É uma troca de real por dólar, não se está fazendo nenhum gasto, só uma troca de moeda por outra", disse Mantega.

Questionado sobre o motivo de o BC não fazer as compras, Mantega respondeu: "É uma fonte adicional de compra. Podemos dizer que dobra a capacidade de compra, mas certamente vamos atuar sintonizados com o BC". O ministro disse ainda que o Tesouro tem bastante liquidez em caixa, mas acrescentou que essa é uma informação que "ninguém sabe", exceto o secretário do Tesouro e ele próprio. Mantega lembrou ainda que, além da liquidez, o Tesouro pode conseguir caixa vendendo títulos.

O ministro também refutou as avaliações de que tem procurado segurar o câmbio "no gogó". "Eu falo e faço, mas faço com prudência. Basta lembrar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que fizemos", disse. O ministro acrescentou que em matéria de câmbio o governo não pode ser precipitado e tem que atuar com muita prudência, pois este é um mercado sensível. Segundo Mantega, o governo está agindo para coibir exageros e impedir excessos de valorização do real.

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