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Fundo Verde: Brasil ‘não se ajuda’ e políticos estão em ‘metaverso brasiliense’

Gestora do investidor Luis Stuhlberger avalia que o cenário global é complicado e que a PEC Kamikaze cobrará um preço

Aramis Merki II, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2022 | 15h44

"O cenário global está muito complicado e o Brasil, como de costume, não se  ajuda." A avaliação é da equipe de gestão da Verde Asset, do gestor Luis Stuhlberger.

PEC Kamikaze cobra um custo alto dos prêmios de risco, além de trazer mais inflação com menos crescimento, na visão da gestora.

"O real se desvalorizou de maneira importante, as taxas de juros se mantêm pressionadas, mas os políticos continuam numa espécie de metaverso brasiliense, onde o populismo é moeda corrente e a única coisa que importa é a eleição", aponta a análise presente na carta da gestão do fundo multimercados Verde FIC FIM.

O relatório também indica que o primeiro semestre foi brutal para os preços de ativos no mundo. 

"Há ativos começando a chegar em preços bastante atrativos, mas a desaceleração econômica à frente está apenas começando", de acordo com a casa. Ainda assim, o texto indica que é bastante provável que o Verde irá alocar capital incremental, especialmente fora do Brasil, nos próximos meses.

Em junho, o fundo aumentou posições tomadas em juro nos Estados Unidos, manteve-se comprado em inflação implícita no Brasil, em ouro e petróleo, voltou a ter pequena alocação em bolsa global e reduziu marginalmente a posição de ações brasileiras. 

Uma posição comprada em fundos americanos high yield (alto retorno com alto risco) foi aberta, e a alocação comprada em real via opções foi mantida. 

No mês, o desempenho do multimercados foi de -1,86%, enquanto o acumulado do ano é de ganhos de 7,59%.

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