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Fundos ‘abutres’ olham dívida de Rodovias do Tietê

Principal dívida da concessionária alcança perto de R$ 1,5 bi e está nas mãos de mais de 15 mil pessoas físicas

Cynthia Decloedt e Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2019 | 05h00

Os fundos de investimentos especializados em ativos em situação de estresse financeiro, e que no exterior são muitas vezes chamados de “abutres”, estão de olho e acompanhando os desdobramentos relacionados ao pedido de recuperação judicial da Rodovias do Tietê. A principal dívida da concessionária alcança perto de R$ 1,5 bilhão e está nas mãos de mais de 15 mil pessoas físicas, que compraram debêntures de infraestrutura emitidas em 2013 . Conforme casas especializadas na compra de ativos e créditos com problemas ouvidas pela Coluna, até o momento nenhuma oferta formal para o total desses créditos foi feita. No entanto, algumas delas já adquirem as debêntures no mercado secundário, para aumentar sua exposição no ativo.

Na moita 

Tradicionalmente, os fundos especializados em ativos podres compram papéis com a expectativa de obter retorno com a aprovação de um plano de reestruturação da dívida, que normalmente melhora o preço do ativo. Na segunda-feira, dia 18, as debêntures foram marcadas a zero pela XP Investimentos, onde grande parte desses papéis vem sendo negociado.

Primeira

Sob coordenação do BTG Pactual, a emissão da Rodovias do Tietê marcou a estreia desse instrumento de captação, sancionado pelo governo em 2012 para fomentar o investimento privado na agenda de concessões e investimentos previstos para os anos seguintes em infraestrutura. Por ter isenção de imposto de renda, as debêntures de infraestrutura caíram no gosto das pessoas físicas, especialmente daquelas alocadas nos segmentos de alta renda dos bancos.

Por falar em XP...

Logo depois de dar o passo formal para abrir seu capital na Bolsa americana Nasdaq, em dezembro, a XP Investimentos chegou à era das assistentes virtuais. A corretora disponibilizou na assistente da Amazon o comando “Alexa, abra XP Investimentos”, que dará acesso a diversos conteúdos produzidos pela plataforma. A Nasdaq, Bolsa na qual a corretora escolheu abrir capital, é conhecida por abrigar empresas de tecnologia. É lá que está listada, inclusive, a própria Amazon. 

Trocas

Responsável pela operação brasileira da Gerdau, Marcos Faraco, será o próximo presidente do conselho do Instituto Aço Brasil (IABr), conforme as regras de governança da entidade. Ele assume a cadeira ocupada hoje por Sergio Leite, presidente da Usiminas. A presidência do conselho do IABr roda entre as empresas associadas a cada dois anos. Atualmente, Faraco é vice-presidente da entidade, que representa dez empresas da indústria do aço. A exceção fica com uma das maiores do País, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do empresário Benjamin Steinbruch, que se desfiliou desde o início do ano. A última vez que a Gerdau assumiu a cadeira foi com André Gerdau Johannpeter, hoje vice-presidente do conselho da Associação Mundial do Aço (WSA, na sigla e inglês). Procurado, IABr não comentou.

Origens

O Paraná Banco está retornando à sua origem de instituição predominantemente de crédito consignado. Após tatear o crédito para empresas e o home equity – crédito imobiliário com garantia do próprio imóvel –, o banco de 40 anos decidiu concentrar esforços apenas no consignado, onde foi um dos pioneiros e ingressou em 1995. Agora, para não perder o bonde das fintechs e das inovações tecnológicas, o Paraná foca na oferta de consignado via canais digitais. Há dois anos promove mudança de cultura e a digitalização de processos, com o objetivo de, em 12 meses, fazer com que as contratações digitais de consignado passem a representar 50% do total, dos atuais 20%.

Ranking

O banco tem R$ 3,45 bilhões em crédito consignado, de acordo com o balanço do terceiro trimestre, o que representa cerca de 1% desse mercado. Em relação a outras instituições de médio porte, o Paraná ainda tem um caminho a percorrer. O Daycoval fechou o terceiro trimestre com R$ 6,17 bilhões em total de crédito consignado, enquanto o Banco Pan carregava uma carteira de quase R$ 13 bilhões. O BMG tem uma carteira de R$ 7,75 bilhões em cartão de crédito consignado.

Aos poucos

Embora priorize o digital, o banco não pretende oferecer conta corrente digital. Por enquanto, está operando uma conta de investimento digital, por meio da qual quer atrair recursos para financiar os empréstimos da carteira de consignado. A leitura do Paraná é de que oferecer títulos do banco, como CDBs, diretamente aos investidores é mais eficiente, em termos de custo para a instituição, do que as plataformas abertas de investimento. 

 

 

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