Fundos aceitam investidor com capital de R$ 100 mil

Aos poucos, gestoras começam a se aproximar do investidor pessoa física em busca de recursos

, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2010 | 00h00

Com o desenvolvimento do mercado de private equity no Brasil, os gestores passaram a abrir espaço para investidores pessoa física que tenham pelo menos R$ 100 mil disponíveis.

Segundo Luciano Pracidelle, sócio do Fama Private Equity, um fundo de R$ 100 milhões captado pela empresa há dois anos teve boa parte dos recursos investida por 180 cotistas que contribuíram com R$ 100 mil, em média, cada um. Do total arrecadado, R$ 15 milhões foram investidos em uma empresa do setor de óleo e gás, informa Pracidelle.

À medida que o mercado brasileiro de private equity amadurece e o número de gestores de fundos no mercado aumenta, cresce também o interesse pelo dinheiro do investidor de menor porte. A Neo Investimentos, por exemplo, faz a chamada operação de mezanino, em que dívidas podem ser transformadas em participação acionária, e aceita capital de pessoas físicas e family offices. O fundo Kinea, do Itaú, arrecadou parte dos R$ 400 milhões que captou em seu primeiro ano de atividade entre clientes da área de private banking da instituição.

A Franchising Ventures, fundada pelos herdeiros do fundador da Livraria Nobel, tem um fundo especializado em adquirir participações em redes de franquias. O objetivo é reduzir o custo dos negócios, com a divisão de despesas administrativas, e ganhar escala, com a abertura de novas unidades. Para se capitalizar, o fundo usa recursos da família e de investidores selecionados, de acordo com Sérgio Milano Benclowicz, diretor da empresa. Além da Nobel, a Franchising Ventures reúne bandeiras como Café Donuts, Franquia Imóveis e Zastras Brinquedos.

Em 2008, a Franchising Ventures comprou 60% da Sapataria do Futuro, mantendo o antigo gestor, Paulo César Mauro, à frente das atividades da marca, que também oferece serviços de lavanderia e costura. Com 207 lojas no País - e média de 15 unidades novas por ano -, o negócio gera agora outro "filhote": o Chaveiro do Futuro, que chegará ao mercado ainda este ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.