Fundos agressivos de renda fixa

No mês, a Bolsa de São Paulo (Bovespa) já acumula queda de 8,78%, e o dólar, alta de 2,22%. Em momentos de turbulência, como os que se repetiram este mês, é que se abrem boas oportunidades de ganho para os fundos de renda fixa prefixados mais agressivos. A maioria deles busca incrementar os lucros em mercados de derivativos, ou seja, em futuros de juros e bolsa.As oscilações bruscas, se antecipadas corretamente pelo gestor, podem dar rendimentos polpudos. Segundo a Prandini, Rabbat & Associates, empresa especializada em análise de fundos (que denomina os fundos abertos para pessoa física de derivativos moderados e derivativos agressivos), os fundos mais agressivos são diferentes dos demais. Em fundos de ações, a melhor hora de aplicar é quando os preços das ações caem. Nos fundos DI, é quando os juros mostram fôlego para subir. Nos agressivos, não há uma hora mais certa para aplicar: eles podem dar lucro tanto na baixa como na alta. Basta que o gestor tenha apostado as fichas na direção certa. Assim, mais importante que o momento é escolher um bom gestor e confiar nele.Dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) mostram que o investidor vem procurando fundos diferenciados. Este mês, até o dia 17, os tradicionais DI (pós-fixados) já perderam R$ 97,36 milhões. Já os de renda fixa prefixados e os livres ganharam R$ 515,11 milhões. Quando o País tinha juros de 40% ao ano, os DI ou os de renda fixa prefixados tradicionais davam ao investidor uma condição ímpar: rentabilidade elevada com baixo risco. Política mais arrojadaHoje, com a taxa básica de juros a 16,5% ao ano, o ganho nesses fundos acaba deixando o investidor insatisfeito. Nesse cenário, para obter maior rentabilidade, o recomendado é arriscar em produtos com política mais arrojada de alocação de ativos. Embora com maior risco para o investidor, esses fundos podem dar retorno expressivo comparado aos fundos DI, que pagaram 18,05% em 12 meses.O Hedging-Griffo Verde, que atua até em mercados agrícolas, rendeu 37,52%, e o Ático Leverage, da Ativa S.A., com carteira de títulos públicos e ações, 37,29%. Mas o investidor tem de conhecer sua tolerância a riscos, pois pode ganhar ou perder. Por isso, o produto é recomendado para quem pode ficar por mais de seis meses sem mexer no dinheiro, alerta o gerente de Risco da Sul América, Miguel Russo.

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