Fundos ainda perdem recursos para a poupança

Dados preliminares do Banco Central (BC) mostram que a captação líquida para a poupança continua alta. Em agosto, até o dia 29, a entrada de recursos está um pouco acima de R$ 4,2 bilhões, ultrapassando a captação total no mês de julho, que ficou em R$ 4,114 bilhões. Enquanto isso, os fundos referenciados DI (pós-fixados) continuam perdendo dinheiro. De acordo com dados do site Fortuna, no mês passado, as carteiras DI registraram uma saída de R$ 5,314 bilhões. Já as carteiras de renda fixa prefixada terminaram agosto com uma saída de R$ 7,829 bilhões.Dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento comprovam essa movimentação de recursos. No balanço final de agosto, os fundos de renda fixa - referenciados e não-referenciados das carteiras de renda fixa prefixada e DI - registraram uma saída de R$ 7,464 bilhões. No ano, os dados da Associação mostram resgates de R$ 25,769 bilhões nessas carteiras.Apesar da forte saída de recursos dos fundos de renda fixa em agosto, o resultado está melhor, se comparado aos números de julho. Naquele mês, as carteiras referenciadas DI registraram saques de R$ 8,661 bilhões e os fundos de renda fixa prefixada apresentaram saída de R$ 10,790 bilhões, de acordo com dados do site Fortuna. O diretor de produtos da HSBC Brain, Jorge Misumi, acredita que, de fato, parte dos recursos que saíram dos fundos de investimento foi direcionada para a caderneta de poupança. Segundo ele, os investidores também migraram para os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e para os novos fundos DI formados por papéis mais curtos. "Aqui no HSBC abrimos um fundo com um prazo médio inferior a 90 dias, o que é considerado um período curto. A captação de recursos começou no dia 6 de junho e o patrimônio dessa carteira já chega a R$ 560 milhões", informa Misumi.Perspectivas para setembroO diretor da HSBC acredita que, em setembro, os saques nas carteiras dos fundos de renda fixa devem ser bem menores. "É possível que a indústria, em geral, volte a captar", prevê o diretor. Segundo ele, o investidor está mais tranqüilo com a menor oscilação das cotas, fator motivado pela atuação do Banco Central (BC), no sentido de dar maior liquidez ao mercado de títulos públicos, e a diminuição do volume de resgates.Veja mais informações sobre as mudanças nos fundos de investimento e o ranking das aplicações em agosto nos links abaixo.

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