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Fundos alternativos se adaptam bem ao cenário de juros baixos
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Fundos alternativos se adaptam bem ao cenário de juros baixos

Imobiliários, infraestrutura e private equity têm baixa liquidez, mas maior possibilidade de ganho

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

27 de junho de 2021 | 08h00

Dentro dos chamados investimentos alternativos, existem tanto as criptomoedas quanto alguns tipos de fundo que funcionam de uma forma um pouco diferente dos produtos semelhantes de renda fixa ou de investimentos em ações. Está nesse grupo, e tem chamado bastante a atenção dos brasileiros, a tríade: fundos imobiliários, de infraestrutura e private equity.

“A principal diferença desses fundos para os tradicionais é a menor liquidez. Na maior parte das vezes, não existe mercado secundário organizado, como a Bolsa de Valores. Por outro lado, a menor liquidez é o diferencial dos ativos alternativos, visto que não oscilam em conjunto com o sobe e desce do mercado, o que muitas vezes traz uma ansiedade pessoal natural, que deriva para a liquidação de um ativo antes da maturidade do negócio”, destaca Rafael Rios, founder & COO da Bloxs Investimentos.

Especialistas reforçam que cada um dos três produtos tem características próprias e os investidores devem conhecê-las antes de fazer os seus aportes, mas avaliam que os três produtos se adaptam bem ao cenário de juros baixos. “Esses fundos não eram tão atrativos com a Selic alta, mas, com a taxa de juros mais baixa, eles ganham visibilidade”, diz Felipe Zouain Pedroni, sócio da Golden Investimentos.

No caso dos fundos imobiliários, Rios comenta que com um capital relativamente baixo é possível acessar a diversificação que o ativo proporciona. “A partir de R$ 10 você consegue comprar uma cota de fundo de investimento imobiliário”, exemplifica.

Em geral, o dinheiro reunido nos fundos imobiliários é destinado à construção ou aquisição de imóveis e, depois, o investidor embolsa o retorno do capital obtido por meio da locação ou arrendamento das unidades. Significa dizer que o fundo imobiliário é uma espécie de condomínio de investidores que tem uma relação direta com o mundo real. Os recursos aplicados, em resumo, financiam o mercado imobiliário, seja o de imóveis residenciais, shoppings, galpões logísticos e salas comerciais. “O risco depende de como está o mercado. Por isso é importante saber qual é o ramo imobiliário em que o fundo investe. O aluguel arrecadado com os imóveis que foram comprados vai ser repassado ao investidor. Depois, lá na frente, a cota pode ser vendida”, diz Roberto Dumas, economista e professor do Insper.

Os investimentos dos fundos private equity são realizados em empresas que não estão listadas em Bolsa de Valores. São firmas dos mais diversos segmentos, por exemplo, restaurantes, lojas, hospital, plano de saúde, entre outros. A busca dos gestores é por companhias com boas perspectivas de rentabilidade. O investidor, na realidade, entra como uma espécie de sócio no negócio e ajuda, com seus recursos, no potencial de expansão da empresa. Quando a companhia ganha fôlego, as cotas, algumas vezes bem valorizadas, são vendidas e o retorno do investimento costuma ser expressivo. “Pode dar muito dinheiro ou perder tudo. Neste fundo entram 100 projetos e, se dois derem certo, você pode ganhar muito dinheiro. Você entra como sócio, não está emprestando dinheiro para a empresa. Se a rentabilidade for boa, vai ser muito boa, mas há probabilidade de perder tudo”, alerta Dumas. 

Nos fundos de infraestrutura, o objetivo, normalmente, é financiar obras voltadas para o crescimento do País, explica o advogado Daniel Toledo, do Toledo e Advogados Associados. Podem ser obras de rodovias, energia ou portos, por exemplo. Cada fundo tem suas características, mas, de um modo geral, esses produtos investem nas empresas que farão os projetos de infraestrutura (algo semelhante ao que ocorre com o private equity). Dessa forma, o aplicador recebe uma renda por isso, os chamados dividendos (parecido com o fundo imobiliário). Entre as vantagens, está a isenção do Imposto de Renda, mas trata-se de investimentos de longo prazo, entre 10 e 15 anos. Por isso, merecem atenção.

Retorno no longo prazo

A classe de ativos alternativos possui como característica principal a menor liquidez. Foca em retorno de longo prazo, em teses de investimento que vão desde segmentos sólidos – como o agroflorestal e de energia renovável – até negócios pautados em inovação, como o mercado que financia startups. É importante para o investidor confiar nos fundamentos do negócio e saber que aquele capital buscará um retorno diferenciado no médio ou longo prazo. A avaliação é de Rafael Rios, founder & COO da Bloxs Investimentos. “A recomendação é sempre ter um portfólio diversificado nas distintas classes de ativos”, comenta Rios.

Especialistas consideram que os investidores devem alocar entre 5% e 10% dos seus recursos nesses ativos, já que eles têm baixa liquidez e risco alto. Em nenhuma hipótese, dizem eles, recursos de que você precisa no curto prazo ou reserva de emergência devem estar aplicados nesses ativos.

Além de ajudar na diversificação da carteira, os fundos de investimento imobiliário, de infraestrutura e private equity têm o papel de atuar também no desenvolvimento da economia ao aplicar os recursos em empresas de diversos setores. Para incentivar esses investimentos, esses ativos costumam ter isenção tributária, além do retorno mais alto.

No caso dos fundos imobiliários, eles permitem que pessoas que não possuam muitos recursos acessem o mercado de imóveis, já que há cotas de fundos com valores baixos. “Outro ponto interessante é que o investidor, caso precise de alguma liquidez, pode vender apenas parte das cotas e não um imóvel inteiro, como seria o caso se tivesse investido no mercado de ‘cimento e tijolo’”, diz a advogada Sylvia Camarinha, sócia do escritório Lima Feigelson Advogados. “Além disso, custos da administração dos imóveis do fundo são diluídos entre os cotistas, na proporção da sua participação, o que reduz a conta com o investimento”, complementa Sylvia.

Conforme explica Rios, os fundos de private equity e infraestrutura, antes, eram acessíveis apenas para grandes fortunas e investidores profissionais de fundo de investimento. Com as regulações recentes, em especial da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as oportunidades para os investidores alocarem nesses tipos de ativo estão se ampliando, segundo o representante da Bloxs Investimentos.

 

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