Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Fundos cambiais despontam com ganho de 6,60%

Na análise diária da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), os fundos que acompanham a variação da taxa de câmbio, chamados de referenciado câmbio, pela nova classificação, continuam no topo do ranking e oferecem o melhor retorno ao investidor neste mês de maio, até o dia 23. Segundo o ranking da Anbid, o ganho bruto obtido foi de 6,60% no período. Os fundos cambiais, como eram chamados anteriormente, foram beneficiados pelas consecutivas altas da moeda norte-americana, que bateu recordes de cotação desde a implantação do Plano Real durante a semana passada. A alta do dólar oficial em maio, até o dia 28, está em 6,49%, sendo que a maior cotação foi atingida no dia 24, R$ 2,3494. Além da variação do dólar, esse fundos também pagam uma taxa de juros.Em seguida, aparecem os antigos fundos DI, agora chamados de referenciado DI. Esses fundos, por serem pós-fixados, têm a característica de seguir o mais próximo possível as taxas de juros negociadas entre os bancos, ou seja, os Certificados de Depósitos Interbancário (CDI). Segundo a Anbid, o ganho bruto mensal, até o dia 23, está em 0,89%.Esse porcentual foi pouco superior ao registrado pelos fundos de renda fixa, fundos que seguem uma taxa de juros prefixada, com ativos de baixo risco de crédito e sem alavancagem. O ganho nominal registrado até o dia 23 é de 0,87%.Racionamento afeta fundos de energiaCom piores resultados apresentam-se os fundos de ações. Pela nova classificação, os fundos de ações foram divididos em grupos e subgrupos. Dessa forma, o investidor poderá visualizar qual a estratégia de alocação de recursos do administrador, já que os fundos estão divididos de acordo com a política de investimento. No subgrupo dos fundos de ações indexados ao Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) -, o retorno bruto no mesmo período foi de 0,28%. Já o subgrupo formado por fundos de ações setoriais energia, que alocam recursos em papéis de empresas do setor de energia, foi verificado o pior desempenho dentre os fundos de investimento. A perda em maio está em 1,89%, até o dia 23. O principal motivo, segundo os analistas, é a incerteza em relação ao problema de falta de energia no País. A reação dos investidores não poderia contrariar o noticiário do precário planejamento, falta de investimento e insuficiência para a geração de energia elétrica.

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