Fundos cambiais são opção para dívidas em dólar

Uma das conseqüências da queda da taxa básica de juros - Selic -, anunciada na semana passada, foi uma alta no preço do dólar. Desde quarta-feira, primeiro dia após o corte dos juros de 18,5% para 17,5% ao ano, o dólar oficial já subiu 1,51%.Esse cenário gera muitas incertezas para quem tem dívidas em dólar. Como o Banco Central (BC) adotou a estratégia monetária do câmbio flutuante, no início do ano passado, o valor dessa dívida pode aumentar de forma significativa em pouco tempo. Em períodos de incerteza como o atual, o ideal é quitar a dívida, se houver possibilidade, pois o dólar pode continuar subindo (veja matéria na seqüência).Caso queira fazer um investimento para garantir a quitação da dívida no futuro, o investidor deve optar pelos fundos cambiais. São aplicações que acompanham as oscilações do dólar. Vale lembrar que, no caso de valorização do dólar, nem todo o rendimento é incorporado pela aplicação. Isso porque existe a incidência do Imposto de Renda de 20% sobre o rendimento do fundo. Fundos cambiais têm desvantagens para quem quer apenas investir Aplicar em fundos cambiais como um investimento comum, sem o objetivo de saldar dívidas em dólar, é muito arriscado. Assim como a moeda norte-americana pode subir, a queda também pode acontecer. Quem busca segurança e vai precisar do dinheiro no curto prazo deve aplicar em fundos de renda fixa pós-fixados, os chamados fundos DI, que acompanham as oscilações das taxas de juros.Já os fundos de renda fixa prefixados podem trazer bons rendimentos, caso os juros continuem a cair. Porém devem ser escolhidos com cautela, já que não existe nenhuma certeza de que o Banco Central vá efetuar novos cortes nos juros. As ações continuam destinadas para quem não tem horizonte de investimento. Ou seja, não existe prazo definido para que o rendimento dessa aplicação se torne atraente.Veja na seqüência os motivos que podem fazer com que o dólar continue subindo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.