Fundos captam R$ 4,012 bilhões em agosto, aponta Anbid

Os fundos de investimento captaram R$ 4,012 bilhões no mês passado, segundo dados preliminares da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Esse valor é inferior aos R$ 6,1 bilhões registrados em julho, mas eleva o acumulado no ano para uma captação total de R$ 37,3 bilhões, num comportamento inverso ao registrado no ano passado, quando houve sangria de recursos da indústria de fundos, especialmente no período entre maio e agosto. Pelos dados da Anbid, os fundos brasileiros acumulam no ano, até agosto, um patrimônio líquido total de R$ 436,8 bilhões. Tomando por base este período, os fundos de renda fixa prefixados concentram 35,71% do patrimônio dos fundos. Em agosto, essas carteiras foram as preferidas pelos investidores e registraram uma captação líquida de R$ 4,1 bilhões. Já os fundos referenciados DI (pós-fixados) apresentaram o maior volume de saques em agosto. Os números da Anbid apontam uma saída de R$ 2,5 bilhões. Em relação ao patrimônio líquido da indústria de fundos, as carteiras DI apresentam 24,08% do total, enquanto os fundos mistos absorvem 27,15% do total.Fundos de açõesOs fundos de ações ainda registram saída de recursos, apesar do bom desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que no ano acumula alta em torno de 40%. Em agosto, as carteiras de ações apresentaram uma saída líquida de R$ 162,83 milhões, ampliando para R$ 1,28 bilhão o saldo negativo desses fundos nos primeiros oito meses do ano. Com um patrimônio líquido de R$ 29 bilhões, os fundos de ações representam apenas 6,64% da indústria de fundos de investimentos no Brasil. Em movimento inverso, os fundos de previdência continuam registrando captação líquida de recursos, voltando a repetir em agosto a boa performance dos meses anteriores. No mês passado, esses fundos captaram R$ 831 milhões, elevando o acumulado no ano para R$ 4,7 bilhões. O patrimônio líquido dos fundos de previdência já somam R$ 16,9 bilhões. No final do ano passado, os fundos de previdência tinham patrimônio equivalente a 38% dos fundos de ações e essa relação subiu para 58% no final de agosto, ilustrando que o brasileiro ainda não desenvolveu o hábito de aplicar no mercado de capitais e está cada vez mais interessado em montar um plano próprio de previdência. RentabilidadeOs dados preliminares da Anbid mostram que a rentabilidade média dos fundos de renda fixa prefixada atingiu 24,2% no acumulado dos últimos 12 meses, enquanto os fundos referenciados DI (pós-fixados) renderam 24,89%, em média, no mesmo período. Os fundos de ações, embora com captação negativa, são os mais rentáveis nos últimos 12 meses, com ganhos superando os 40% no período. Mesmo os fundos setoriais de telecomunicações e energia estão dando alegrias ao investidor, com valorizações de 28,09% e 23,86%, respectivamente, nos últimos 12 meses. Os fundos formados por recursos do FGTS apresentam rentabilidade expressiva, tanto as carteiras Petrobras quanto as de papéis da Companhia Vale do Rio Doce. Os fundos FGTS-Petrobras renderam 36,5% nos últimos 12 meses e os fundos FGTS-Vale contabilizam valorização de 52%, conforme os dados da Anbid.

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