Fundos captaram R$ 26 bilhões no 1º semestre

Os fundos de investimentos captaram, líquidos, R$ 26 bilhões no primeiro semestre, elevando o patrimônio líquido da indústria de fundos para R$ 407,4 bilhões no final de junho. No mês passado, isoladamente, porém, segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), houve resgate líquido (diferença entre depósitos e resgates), invertendo comportamento que vinha sendo observado desde o final do ano passado. Os resgates superaram os depósitos em R$ 1,02 bilhão, sendo R$ 1,209 bilhão apenas na última segunda-feira, dia 30. A preferência dos investidores no primeiro semestre foi por aplicar nos fundos de renda fixa (com rendimento que tende a acompanhar as taxas prefixadas). Esse comportamento ocorre geralmente quando há expectativa de redução da taxa básica de juros, a Selic. Esses fundos captaram líquidos R$ 12,13 bilhões no semestre, o que corresponde a 47% do total da captação líquida da indústria no período. Os fundos de renda fixa prefixada foram os únicos que mantiveram captação positiva em junho, ao lado dos fundos de previdência, com R$ 378 milhões e R$ 609 milhões, respectivamente. Os fundos de previdência captaram, líquidos, R$ 3,005 bilhões no semestre passado e já somam patrimônio líquido de R$ 14,6 bilhões. Os fundos FGTS para aplicações em papéis da Petrobras e Vale do Rio Doce (CVRD) continuaram registrando resgates líquidos nos últimos seis meses. O patrimônio líquido dos fundos FGTS-Petrobras encerrou o semestre em R$ 2,23 bilhões, com perdas líquidas de R$ 197 milhões nos primeiros seis meses do ano. Os fundos FGTS-CVRD encerram o semestre com patrimônio de R$ 1,74 bilhão, com resgate líquido de R$ 230 milhões no semestre.

Agencia Estado,

04 Julho 2003 | 14h50

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