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Fundos carteira livre registraram pouca procura

Os investidores que utilizaram recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para investirem em ações da Petrobrás, apesar da queda na rentabilidade dos fundos verificada no mês de setembro (veja mais informações no link abaixo), ainda mantém forte posição na empresa. Desde o dia 20 de agosto, os cotistas desses fundos podem movimentar o total aplicado ou parte dele para outros fundos mútuos de carteira livre, que devem aplicar o mínimo de 51% do seu patrimônio em ações, ou voltar para o FGTS. No entanto, a migração dos recursos foi mínima e a procura pelos novos produtos criados para receber os recursos dos fundos Petrobrás foi quase nula. Por esse motivo, o banco Santander estuda o encerramento de seu fundo carteira livre. Já Caixa Econômica Federal, que detém o maior patrimônio depositado nos fundos Petrobrás, R$ 1,7 bilhão, optou por fechar um de seus dois produtos, o FGTS Carteira Livre Multiportifólio.O outro fundo, que comporta até 49% em títulos de renda fixa e o restante em ações, continua no mercado como uma opção para os clientes que querem dar uma pouco mais de proteção ao ganho já obtido. "Acredito que o investimento em uma carteira que também tenha papéis de renda fixa seja um bom negócio pelos próximos seis meses, período de carência para quem transferir os recursos", afirma o diretor de ativos de terceiros da Caixa, Jorge Luís Ávila. Para ele, um cenário bastante incerto e volátil para o mercado acionário prejudicaria o desempenho das ações da Petrobrás favorecendo então a migração para o fundo carteira livre. "Passado o período de carência e de maior turbulência, as pessoas poderiam voltar para Petrobrás a fim aumentar a rentabilidade num cenário mais positivo do que o atual." Para se ter uma idéia, desde o dia 20 de agosto, a rentabilidade do fundo carteira livre com renda fixa registra um ganho de 3,13%, enquanto o fundo Petrobrás amarga uma perda de 6,5%. O patrimônio do novo fundo está em R$ 950 mil. O diretor de gestão de fundos do Banco Alfa, Márcio Emery, também ressalta a falta de interesse por parte dos investidores em abandonar sua forte posição em Petrobrás. " Ainda não vamos fechar o fundo, apesar da demanda estar muito baixa. Os cotistas parecem estar satisfeitos e até esperam por uma recuperação do preço da ação da Petrobrás passada essa época de instabilidade, até mesmo porque se trata de uma empresa defensiva no atual cenário". Segundo o diretor, a criação do produto surgiu mais como uma obrigação de oferecer aos clientes uma nova opção, e não porque se esperava uma grande procura. "Vamos esperar mais um mês e se continuar sem demanda, encerraremos o fundo." Já o gerente da área de informações do Sul América Investimentos, Armando Bruck, assegura que as novas carteiras criadas continuarão no mercado como uma forma de diversificação do investimento. "O ingresso de recursos continua fraco, mas não temos intenção de fechar nenhuma das duas novas aplicações criadas, apesar de apenas uma estar captando recursos." Para ele, no atual cenário, diminuir o risco para garantir o ganho já obtido é a melhor opção no momento.

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