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Fundos de ações disparam depois de meses

A alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) impulsionou a boa valorização dos fundos de ações no mês de outubro. Exemplo disso são os fundos de ações Ibovespa indexados, que acompanham o movimento do Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa. De acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), no acumulado do mês, até o dia 17, o rendimento nominal é de 6,55%. No mesmo período, a alta da Bolsa foi de 7,33%.Diferentemente de meses anteriores, a alta do dólar tem sido menos expressiva em outubro. Até ontem, a valorização do dólar oficial frente ao real é de 1,70%. Este resultado favoreceu o ganho dos fundos cambiais, cujo rendimento é dado por uma taxa de juros mais a valorização do dólar. No acumulado do mês, até o dia 18, registram um ganho nominal de 2,04%, segundo dados da Anbid. Já o ganho nominal das carteiras dos fundos referenciados DI e os fundos de renda fixa prefixada está igual neste período. O ganho nominal acumulado foi de 0,83%.Melhora do cenário ainda é incertezaApesar da alta acumulada pela Bolsa no mês de outubro que, até ontem, registra um ganho de 9,20%, os analistas afirmam que ainda é muito cedo para se falar em uma reversão de tendência. "Analisando o resultado apenas pelo lado do atual preço das ações, poderíamos dizer que este é um movimento de alta consistente. Mas a atual conjuntura, com desaquecimento da economia e incertezas internacionais, impede uma retomada positiva no mercado acionário", afirma o diretor de produtos de investimento do Banco Itaú, Alexandre Zakia.Segundo o diretor, apenas os investidores que não têm uma data definida para resgate, ou seja, que podem esperar o tempo necessário até que haja uma valorização significativa do preço das ações na Bolsa, devem alocar recursos na Bolsa. O diretor-executivo do Citigroup Asset Management, Roberto Apelfeld, faz a mesma avaliação, mas lembra que, no caso de uma recuperação, o preço das ações tendem a subir rapidamente. "Quem pode ficar com o dinheiro investido por um prazo indeterminado, ou até que consiga o rendimento desejado, deve começar a alocar recursos em fundos de ações de forma gradativa", afirma. Isso porque, quando o movimento de alta for sustentável na Bolsa, quem já tiver recursos neste mercado, vai incorporar todo o ganho previsto. Veja mais informações no link abaixo.Já os fundos cambiais são recomendados apenas para quem precisa de proteção contra as oscilações do dólar, ou seja, para quem tem dívidas em dólar ou pretende viajar ao exterior. "O dólar está em um patamar bastante elevado, mas não há nenhuma certeza de que não possa subir ainda mais. Além disso, as cotações devem continuar oscilando muito, o que pode provocar perdas significativas ao investidor, caso ele necessite sacar os recursos em um momento de baixa", explica o diretor de renda fixa do HSBC Brain.Fundos DI ainda são recomendadosPara os investidores que têm uma data definida para resgate, os analistas continuam recomendando os fundos referenciados DI. Isso porque ainda há muitas incertezas no cenário externo - rumos da política econômica na Argentina, ameaças terroristas nos Estados Unidos e conflitos na Ásia Central - que podem provocar um aumento do nervosismo nos mercados financeiros. Os analistas lembram que a proximidade das eleições presidenciais em 2002 também gera incertezas, o que pode contribuir para um aumento da instabilidade, caso o candidato da oposição ocupe o primeiro lugar nas pesquisas de opinião. "Para o investidor que não quer correr riscos o melhor é optar por aplicações conservadoras e, com tantas incertezas, a recomendação é ainda mais válida", afirma o diretor de renda fixa do HSBC Brain, Renato Lázaro Ramos.Veja no link abaixo como está a captação dos fundos de investimento, segundo dados da Anbid.

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