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Fundos de ações globais já preferem o Brasil

O peso do Brasil superou o do México na alocação de fundos de ações globais dedicados a mercados emergentes. Segundo dados compilados pela consultoria norte-americana EmergingPortfolio.Com, que monitora fluxos e rentabilidade de fundos de mercados emergentes sediados nos Estados Unidos e "offshore", a participação do Brasil no portfólio dos fundos foi elevada para 8,8% do total das carteiras, ultrapassando a alocação para o México, de 8,2%, registrada no início de abril. É a primeira vez que a bolsa brasileira tem maior alocação do que a bolsa mexicana desde março de 2001. "Os fundos de ações globais de mercados emergentes estão compradores líquidos das ações brasileiras em seis meses dos últimos sete meses", informou o diretor-gerente da consultoria, Brad Durham. De acordo com ele, o mercado de ações do Brasil está hoje em segundo lugar no consenso de recomendação "overweight" (peso acima da média) entre os investidores, perdendo apenas para a Tailândia. "O movimento agressivo de compras líquidas de ações brasileiras ao longo do último ano, durante períodos bastante desanimadores do sentimento global, está sendo recompensado", disse Durham. "O índice-país Brasil já contabiliza retorno de mais de 24% no acumulado do ano. O Chile também vem embalado, subindo 22,4% desde o início de abril depois de um primeiro trimestre estável, e os fundos globais de mercados emergentes (GEM, na sigla em inglês) vêm comprando consistentemente este mercado desde outubro do ano passado", acrescentou Durham. Além do Chile, Durham informa que os fundos GEM vêm sendo compradores líquidos de ações no Brasil e na Coréia, antevendo os fortes "rallies" nesses três mercados. Ao mesmo tempo, os fundos GEM reduziram suas exposições nas bolsas do México, Rús sia e Malásia. Ao vender ações no México e na Rússia, explicou o consultor, os fundos GEM estão reduzindo sua vulnerabilidade à queda nos preços do petróleo, pois tais países são bastante dependentes das receitas de exportações do produto. As vendas na bolsa russa por parte dos investidores nos últimos meses tem ocorrido apesar de a Rússia ter acumulado neste ano ganhos acima de 20%. Já o México vem sofrendo vendas líquidas em sete dos últimos oito meses, com a magnitude da alocação "overweight" da bolsa mexicana sendo reduzida de forma significativa. "Ao mesmo tempo que as tão antecipadas reformas estruturais no México estão paradas, os gestores de fundos estão cientes de que a bolsa mexicana tende a ter um desempenho inferior a de outros mercados em períodos de fraqueza do dólar norte-americano", explicou. Por outro lado, segundo Durham, Os fundos estão aumentando suas exposições à América Latina em detrimento à Àsia (sem levar em conta o Japão). "E depois de um longo período de compras líquidas, a China parece estar perdendo espaço e preferência dos gestores de fundos devido as consequências econômicas da SARS (pneumonia asiática)", afirmou Durham. "Ao mesmo tempo, os fundos GEM de ações estão fazendo apostas em países chaves como Tailândia e Índia, enquanto o Brasil está emergindo como um ´overweight´ de consenso", explicou o consultor norte-americano, baseado em Boston. A EmergingPortfolio.Com monitora 91 fundos GEM de ações com patrimônio total de US$ 34 bilhões. Desse volume total, os países emergentes da Ásia tinham uma participação no início de abril de 51,1% na alocação desses fundos, em queda em relação ao peso de 56% registrado em agosto de 2002. Por outro lado, a participação da América Latina aumentou de 17% em março para 19% em abril.

Agencia Estado,

09 de maio de 2003 | 07h49

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