Fundos de ações lideram rendimento em junho

O melhor desempenho médio acumulado em junho está sendo garantido pelos fundos de ações: o rendimento acumulado varia de 1,83% a 6,63%, dependendo do tipo de fundo. Os números refletem a valorização da bolsa doméstica no período. O Índice Bovespa, que mede a evolução das 56 ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta no mês, até dia 9, uma alta de 9,27%.Em contrapartida, os fundos multiportifólios e cambiais apresentam os piores resultados, com -1,24% e -1,01%, respectivamente. São fundos influenciados pelo comportamento do câmbio. Em junho, até o dia 9, o dólar teve uma desvalorização de 1,26% frente ao real. Já os fundos na área de renda fixa, como os DI e os de renda fixa, registram uma remuneração média de 0,26% e 0,28%, pela ordem. Escolha o investimento de acordo com o prazo Há duas semanas, eram os fundos de ações que amargavam perdas e os cambiais que ostentavam um polpudo rendimento. O investidor preocupa-se com as oscilações e quer fugir dos prejuízos. A orientação do consultor de Investimentos, Bolivar Godinho de Oliveira Filho, é que o investidor separe o dinheiro a ser usado no curto prazo do dinheiro que pode ser empregado pelo médio ou longo prazo. Ele explica que o valor necessário para o curto prazo deve ficar em posições mais seguras e menos rentáveis, como os fundos DI. O dinheiro disponível para um prazo maior pode ser destinado a aplicações de maior risco, mas que têm rendimento melhor em períodos mais longos. Exemplo disso são alguns fundos de ações. Isso porque no longo prazo é possível recuperar perdas, que são praticamente inevitáveis nesse tipo de investimento. Oliveira Filho admite que as oscilações podem continuar nas bolsas de valores.

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