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Fundos de investimento perdem R$ 2,68 bilhões em maio, diz Anbid

Os saques superaram os depósitos nos fundos de investimento em R$ 2,68 bilhões em maio, segundo dados da Anbid (Associação Nacional de Bancos de Investimento). O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários anteciparam o ajuste dos fundos ao mecanismo de "marcação a mercado" de setembro para o final de maio o que resultou na redução do valor investido em carteiras com títulos de longo prazo. O vice-presidente da Anbid, Luis Eduardo Assis, afirmou que foi "um ajuste técnico" que só se traduz em perdas para o investidor se ele deixar o fundo. "Quem der continuidade à aplicação e ficar com os recursos até o vencimento dos papéis da carteira acabará ganhando o dinheiro do investidor que realizou o saque após a antecipação do ajuste", disse Assis. "O dinheiro não engordará o lucro dos bancos", pois será repassado aos quotistas, afirma Assis. O dirigente minimizou a captação líquida negativa de R$ 1,432 bilhão em fundos de renda fixa DI e R$ 1,164 bilhão em fundos de renda fixa tradicionais em maio. "O valor não é significativo se comparado ao saldo total da indústria de fundos de investimento que movimenta mais de R$ 358,4 bilhões", observa o dirigente. Os fundos de investimento estão perdendo recursos desde o início do ano. A captação líquida nos fundos nos primeiros cinco meses de 2002 foi negativa em R$ 6,28 bilhões. Alguns dirigentes atribuem a perda de recursos a resgates realizados por investidores institucionais (como os fundos de pensão) que tiraram dinheiro para pagar Imposto de Renda este ano.Alguns analistas afirmam também que "alguns investidores bem informados começaram a retirar os recursos desde fevereiro, antecipando-se à queda das quotas e buscando porto seguro em CDBs". Assis diz que "é muito difícil" saber se os recursos foram para o exterior, CDB ou cadernetas de poupança, mas seguramente "o dinheiro não foi para o consumo".Reinaldo Zakalski, diretor da BI Asset Management, disse que o impacto maior foi em fundos de bancos de varejo nacionais, uma vez que as instituições internacionais em geral já utilizavam o mecanismo de trazer "a carteira com a marcação a mercado". Zakalski diz que quem sacar agora recursos dos fundos com base "na emoção" acabará realizando "perdas". No dia 31, a rentabilidade da indústria foi negativa em 0,07% para os fundos DI e de 0,01% para a renda fixa. Aury Luiz Ermel, diretor de gestão de recursos da Sudameris Asset Management, diz que a prática de colocar os títulos a valor de mercado é comum no mercado internacional e que no caso de sua instituição a rentabilidade dos fundos prosseguiu positiva, pois já utilizava o mecanimo "há muito tempo". Algumas instituições chegaram a registrar queda de quotas de até 7% em fundos de renda fixa. As estatísticas da Anbid mostram que não foi um comportamento generalizado na indústria, pois os fundos de renda fixa DI tiveram uma rentabilidade média positiva em maio de 0,5% e os de renda fixa tradicionais de 0,11%.

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