Fundos de pensão: Abrapp faz críticas

Uma das sugestões apresentadas em audiência pública à proposta do Banco Central (BC) sobre as novas regras para o investimento em renda variável dos fundos de pensão foi feita pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp). Em especial, a Associação sugere a ampliação para o prazo de adequação dos fundos e o estabelecimento dos mesmos limites de investimentos em ações para os fundos de benefício definido e contribuição definida. "Em um momento de estabilidade da economia e taxas de juros declinantes, tanto os fundos de pensão de benefício definido quanto os de contribuição definida terão que direcionar uma parcela maior para o mercado acionário a fim de conseguir cumprir as metas de rentabilidade. Não há porque definir um porcentual menor para os fundos de benefício definido", afirma Carlos Duarte Caldas, presidente da Abrapp e diretor superintendente do fundo de pensão dos funcionários do Grupo Ipiranga. Segundo o executivo, na proposta da Abrapp não há uma sugestão de qual deveria ser o limite máximo para o investimento em ações, apenas a consideração de que a regra deveria ser a mesma para as duas categorias de fundos de pensão. Outra sugestão apresentada pela Associação foi a ampliação para o prazo de enquadramento dos fundos de pensão às novas regras. "Dezembro de 2002 é um período mais razoável do que a proposta original, que fixa esse período até dezembro desse ano", diz Caldas.Novo MercadoA proposta original do Banco Central (BC) para o investimento em ações dos fundos de pensão leva em conta limites diferenciados para os papéis de empresas que farão parte do Novo Mercado. Essa também é uma das críticas da Abrapp. "Da forma como foi colocada, a medida trata o Novo Mercado como se ele já existisse e estivesse consolidado, o que não é verdade", justifica Caldas.

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