Fundos de pensão com menos renda variável

Atentos às incertezas no cenário econômico mundial, que já existiam antes dos atentados terroristas aos Estados Unidos em 11 de setembro e ficaram mais fortes depois disso, os administradores de fundos de pensão vêm reduzindo a alocação de recursos em aplicações de renda variável. Os fundos de pensão têm metas atuariais (objetivo de rentabilidade) e, com a queda no preço das ações, alguns gestores decidiram diminuir a participação em investimentos de renda variável, a fim de deixar a composição da carteira mais conservadora e tornar mais viável o cumprimento do objetivo de rentabilidade neste momento de incertezas. Segundo dados da Associação Brasileira de Previdência Complementar (Abrapp), do total de recursos dos fundos de pensão, 26,3% eram direcionados para ações em dezembro de 1999. No mesmo mês do ano seguinte, esta parcela era de 23,6% dos recursos e, em julho de 2001, a parcela era ainda menor, de 21,2%. Já a parcela dos fundos de investimento em renda variável nestes períodos caiu de 12,2% para 11,4% e depois teve uma pequena alta para 11,8%. Mesmo assim, é possível que o ganho de algumas carteiras fique abaixo da meta atuarial neste ano em função da forte queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A baixa do Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - está acumulada em 33,85% em 2001, até ontem. A meta atuarial dos fundos de pensão no ano costuma ser equivalente à variação de um índice de inflação mais 6%. Veja no link abaixo o que pensam os analistas sobre o não cumprimento da meta atuarial. E veja também como o não cumprimento da meta atuarial pesa para participantes que estão se aposentando agora.

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