Fundos de Pensão: limitação não afeta Petros

A limitação para a participação dos fundos de pensão no bloco de controle ou nos conselhos de Administraçãoou Fiscal das empresas não deverá afetar fortemente os planos estratégicos da Petros - fundo de pensão dos empregados da Petrobrás. O presidente do fundo, Carlos Henrique Flory, explica que a entidade já vinha adotando uma estratégia gradual de menor participação na gestão compartilhada das empresas com incremento das atividades de financiamento de projetos no setor de infra-estrutura, via constituição de empresas de propósito específico (SPCs).Flory explica que, nesse caso, o fundo de pensão não precisa necessariamente participar da composição de tais empresas. Isso pode ser feito pela formação de fundo de equity, ou seja, um fundo de investimento para desenvolvimento desses projetos. "Na área de telecomunicações, por exemplo, eu prefiro participar de um project finance do que ter uma participação acionária. O investimento é mais garantido e a rentabilidade acaba sendo muito melhor", avalia. Com assento nos Conselhos de Administração de 17 empresas, das quais muitas teles, a Petros não imagina ainda como será uma eventual saída de tais participações"Não se pode vender os ativos a qualquer preço somente para ficarmos enquadrados. Vai ter de haver uma retirada estratégica que não prejudique a fundação nem seus beneficiários", argumenta Flory.

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