Fundos de pensão olham para fora

O maior interesse dos fundos de pensão em investir recursos no exterior alavancou o número de produtos na prateleira de gestoras com esse fim.

O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2014 | 02h03

As assets estão de olho em 10% do total de R$ 700 bilhões de ativos geridos pelo segmento. Embora somente 10% dessa cifra possam ser alocados lá fora, dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) mostram que apenas 0,1% do patrimônio das fundações está hoje nesse tipo de investimento.

Depois de lançar este ano, em parceria com a gestora global BlackRock, o primeiro fundo com investimento no exterior voltado para as fundações no Brasil, a BB BTVM estuda um novo produto para aportes fora do País, com um foco diferente do primeiro, que era de "global equities", que poderá ser lançado no início de 2015. "Pode ser algo voltado para a Europa, que parece estar em um bom momento de compra, ou algo mais temático", diz o presidente da BB DTVM, Carlos Massaru. Segundo ele, o fundo de pensão encontra nos fundos de investimento no exterior uma forma de complementar sua carteira, o que ajuda a mitigar riscos.

O fundo de pensão dos funcionários do Metrô de São Paulo (Metrus) pretende elevar ainda mais o seu limite de investimento fora do País. Segundo Fábio Mazzeo, presidente da fundação, está em estudo dobrá-lo para 2015. Hoje, o máximo é de 2,2%. "Temos 1,3% dos recursos investidos em ativos no exterior e vamos chegar em 2,2% em breve, mas nosso objetivo é aumentar o limite de nossa política de investimento para 4%."

Bauducco aposta em embalagem didática  para ganhar o NE  

O Norte e o Nordeste respondem hoje por apenas 10% do consumo de panetones. A história dos italianos no Brasil ajuda a explicar esse cenário. Ao sair da Europa, nos séculos 19 e 20, eles escolheram como destino no País o Sul e o Sudeste. E foi nessas duas regiões que se desenvolveu, com maior intensidade, a tradição do consumo de produtos de panificação. Para tentar estimular um hábito praticamente inexistente nas regiões Norte e Nordeste, a Bauducco, líder do mercado de panetones (com 47% de participação) e criadora da categoria, aposta em estratégia especial.

Como atrair o consumidor do Norte e do Nordeste?

Há elementos no nosso comercial de Natal voltados especificamente para esse público. Isso porque identificamos que o sentimento do brasileiro em relação ao Natal varia de acordo com a região. Quem está no Norte e no Nordeste não associa o Natal à melancolia, como o fazem os do Sul e do Sudeste. Para eles, é uma festa alegre. Então, nosso filme passou a ser menos emocional e mais feliz. Além disso, para Norte e Nordeste, temos um panetone de 400g que tem preço sugerido mais baixo, R$ 13,99. (No resto do País, o peso é 500g e o valor, R$ 14,99.)

A embalagem também muda?

Sim. As embalagens que vão para lá agora mostram ocasiões de consumo do panetone, com o objetivo de ser didático. Por exemplo, o panetone com um cafezinho ou com uma bola de sorvete.

Qual a importância do Chocottone para a empresa hoje?

O Chocottone já reponde hoje por 46% do mercado nacional de panetones (a fatia restante pertence aos frutados). Agora, temos buscado trabalhar com uma linguagem mais jovem para esta categoria, porque este é o público que busca mais o sabor chocolate.

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