Fundos de private equity são fortes aceleradores para companhias que visam à abertura de capital
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Fundos de private equity são fortes aceleradores para companhias que visam à abertura de capital

Através do aporte de capital privado, as companhias podem alavancar seu desenvolvimento, fortalecer sua governança e gestão e alcançar o patamar de empresas de capital aberto

B3, Estadão Blue Studio
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19 de abril de 2022 | 13h33

Os fundos de private equity vêm desempenhando um papel relevante no desenvolvimento e na estruturação das companhias, gerando eficiência nos processos e preparando-as até mesmo para uma futura abertura de capital. A indústria de private equity está muito relacionada ao mercado de capitais, uma vez que, além de realizar investimentos diretos nas companhias, os fundos costumam agregar know-how através da expertise de gestores que vão orientar a companhia na gestão do negócio a partir do início da parceria até o momento de desinvestimento. “Ao mesmo tempo em que os fundos de private equity aportam capital e alavancam o desenvolvimento da empresa, eles contribuem para a estruturação da governança corporativa, a profissionalização da gestão e a expansão da rede de relacionamento, se tornando grandes aceleradores dessas companhias e auxiliando-as a alcançar outros patamares”, comenta Rafaela Vesterman Araújo, gerente de Relacionamento com Empresas da B3, a bolsa do Brasil.

Fundos de private equity são aqueles que investem em empresas já estabelecidas e com alto potencial de crescimento, mas que, em sua grande maioria, ainda não listadas na bolsa de valores. Ao investir e se tornar parte do negócio, o objetivo é alavancar o desenvolvimento da empresa, participando ativamente de sua gestão e buscando potencializar seu valor para posteriormente realizar o desinvestimento com ganhos.

O apetite de fundos de private equity geralmente é por empresas com clientes e mercado estabelecidos e que apresentem alta capacidade de crescimento. “Os fundos têm um papel muito importante na preparação da empresa, uma vez que propiciam um ambiente para ela se consolidar, possibilitando a expansão para novos mercados, o aumento da competitividade e atratividade, o fortalecimento da credibilidade perante o mercado, além da evolução das práticas de gestão e governança corporativa”, diz Rafaela.

Esse movimento de profissionalização tem contribuído para que mais empresas perpetuem seus negócios, que são de extrema importância para a economia nacional. Para se ter uma ideia, as empresas familiares representam cerca de 80% das empresas existentes no mundo, conforme dados do Sebrae.

“Quando a empresa tem um fundo de private equity ou venture capital como investidor, sua cultura costuma se aproximar mais da cultura de uma companhia de capital aberto, uma vez que ela começa a prestar contas, divulgar resultados e discutir as tomadas de decisões”, diz Rafaela. E os fundos, por sua vez, trazem experiência e valor agregado, ajudando e acelerando processos para uma possível abertura de capital.

De acordo com a representante da B3, 42% das ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) de 2021 foram de companhias investidas por fundos de private equity ou venture capital. Além disso, nos últimos cinco anos, entre 2017 e 2021, o percentual subiu para 48%. “No período de 2009 a 2021, o percentual de companhias investidas por fundos de private equity ou venture capital foi 52%, o que demonstra a relevância dessa indústria no mercado de capitais”, comenta Rafaela.

Marita Bernhoeft, diretora de Governança e Relação com Investidores da GPS, concorda que os fundos trazem robustez para as companhias. “É comum fundos fazerem investimento em empresas que querem crescer, e trazem a metodologia e forma de trabalho que dão termo de governança”, diz.

Ela conta que o primeiro aporte de fundos de private equity na empresa ocorreu em 2008. De lá para cá, outros investimentos foram realizados e novos parceiros entraram na companhia. “Eles ajudaram muito no IPO, porque ao longo do tempo criaram ambiente propício para a abertura de capital”, comenta.

No mercado desde 1962, a GPS, empresa que atua com serviços terceirizados – logística indoor, facilities, manutenção industrial, serviços de engenharia e segurança –, tem registrado expansão anual acima de 30% desde 2008. O IPO da companhia movimentou cerca de R$ 2,49 bilhões e pretende acelerar o processo de aquisição e integração. Nesse sentido, a empresa já adquiriu duas companhias depois da abertura de capital. A GPS conta com 110 mil colaboradores em todo o Brasil e cerca de 2.700 clientes.

“Só ter o private equity demanda que faça abertura de capital? Não. Mas faz sentido, porque eles investem com intuito de sair, mas é preciso que faça sentido também para companhia”, diz Marita, ao comentar que a GPS já tinha um tamanho significativo e, olhando para sua projeção de crescimento, a abertura de capital passou a fazer sentido. “O IPO se tornou o melhor encaminhamento que poderia ter e foi fundamental para a sustentabilidade dessa expansão”, afirma Marita.

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