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Fundos de recebíveis são opção para alta renda

Aumento do crédito do País já impulsiona a modalidade; cotas mínimas são de R$ 25 mil e somente investidores qualificados podem entrar

Roberta Scrivano, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2010 | 00h00

Na esteira do aumento do crédito no País, os fundos de investimento em direitos creditórios (Fidc) ganham cada vez mais espaço. São produtos indicados para quem tem volumes robustos para aplicar.

Especialistas em finanças pessoais afirmam que o Fidc é um investimento complexo, com muitos detalhes, mas que pode trazer boa rentabilidade. Quanto ao nível de risco, no entanto, há algumas ponderações importantes a serem analisadas antes de escolher qual fundo aplicar.

Luis Fernando Pessoa, diretor da consultoria Local Invest, salienta que, de agora em diante, surgirão "muitos Fdics de óleo e gás", que, em tese, têm um nível de segurança alto (veja no quadro como é formado um Fdic). Ele explica que esses fundos serão compostos pelas faturas de empresas prestadoras de serviços da Petrobrás. "Quem acha que a Petrobrás vai dar um calote nos prestadores de serviço?", indaga.

Segundo Alexandra Almawi, economista da Lerosa Investimentos que criou Fidcs para o BNY Mellon, ainda não há registros de calote no Brasil nesse tipo de fundo. "Mas isso não quer dizer que qualquer um pode investir", reforça.

A maioria dos Fidcs que estão atualmente no mercado pertence a bancos de empréstimo consignado ou de fomento mercantil (factoring). Nesses casos, segundo os especialistas, é preciso ter atenção ao nível de risco.

Para conhecer o nível de risco, deve-se olhar o rating do fundo, que é obrigatoriamente feito com o auxílio de uma agência de classificação de risco de crédito e é revisado trimestralmente.

Nos Fidcs, só podem entrar investidores qualificados, ou seja, aqueles que podem comprovar que têm ao menos R$ 300 mil em investimentos. "É preciso apresentar um extrato das aplicações para conseguir comprar uma cota de Fidc", diz Alexandra.

A cota mínima de um Fidc, de acordo com a regulamentação da Anbima, deve ser de R$ 25 mil.

Para Rodrigo Caparica, diretor de operações estruturadas do banco Prosper, há uma tendência forte de o Fidc tornar-se um produto de varejo. "É um investimento seguro e, como os títulos públicos estão pagando pouco, os investidores vão procurar diversificação na renda fixa, e os Fidcs se enquadram nesse quadro", afirma.

Outro fator que deve impulsionar a popularização da modalidade é a maneira como o Fidc é negociado. "Funciona como um fundo normal", diz Pessoa.

A grande diferença é que têm no mínimo duas modalidades de cota: as sêniores e as subordinadas. Só as sêniores são ofertadas aos investidores. As subordinadas ficam de posse do originador do fundo e funcionam como uma garantia adicional de recebimento e de rentabilidade para a cota de classe sênior.

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