Fundos de renda fixa: pré ou pós?

Dadas as expectativas de comportamento das taxas de juros, pode ser mais rentável investir em títulos prefixados ou pós-fixados. Se a percepção do investidor é a de aumento nas taxas de juros no futuro, torna-se mais interessante investir em títulos DI, ou seja, pós-fixados. Isso ocorre, então, quando o mercado tem a expectativa de que os juros subirão, e depois eles sobem mais do que o previsto, ou mesmo quando o mercado tem a expectativa de que os juros cairão, mas depois eles caem menos do que o previsto.Inversamente, se o investidor imagina que as taxas de juros futuras serão menores do que o mercado prevê, compensa investir em títulos prefixados.Na semana passada, o mercado tinha a expectativa de que a taxa de juros básica, a Selic, ficaria estável em 18,50% ao ano, e usava essa estimativa para as taxas de juros dos títulos prefixados que vinha emitindo. Na terça-feira à noite, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou uma queda para 17,50% ao ano. Foi essa redução inesperada dos juros que beneficiou os fundos de renda fixa prefixados em relação aos DI. Enquanto as cotas dos fundos prefixados receberam na quarta-feira toda a remuneração excedente ao novo nível de juro, os DI tiveram sua rentabilidade reduzida para o novo nível de taxas. Feito o ajuste, desde sexta-feira, as novas aplicações nos fundos de renda fixa passaram a ser remuneradas também pelos juros correntes, menores. Assim, a conclusão é que nos cenários de nova redução de juros, sinalizados pelo viés de baixa da taxa Selic, os fundos de renda fixa são a melhor opção. Para o cenário de alta das taxas de juros, neste momento menos esperado pelos analistas, os fundos DI seriam os mais indicados.

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