Fundos DI: maior captação em maio

Na movimentação do dinheiro dentro do segmento de fundos de investimento, em maio, o que mais chama a atenção é a expressiva captação líquida positiva - depósitos menos resgates - apresentada pelos fundos DIs. O volume foi de R$ 2,3 bilhões. A razão é que esse tipo de aplicação tem a capacidade de seguir a mesma trajetória das taxas de juros, sem ser afetado pelas oscilações de Bolsa ou de câmbio.A rentabilidade média proporcionada por essa modalidade de fundo no mês foi de 1,39%, ficando atrás apenas do rendimento dos fundos cambiais. O resultado permite concluir que os DI puderam aliar segurança com rentabilidade para o aplicador. Na opinião de Érico Capelo, gerente de renda fixa do Lloyd´s Bank, em épocas de fortes oscilações, os fundos DI são a melhor alternativa. Já os fundos cambiais, mesmo tendo conseguido uma rentabilidade melhor, 1,94% em maio, não devem ser adotados por qualquer investidor. Na opinião de Flávio Bojikian, diretor de renda fixa do BankBoston, apenas quem tem dívidas em dólar deve optar por esse investimento. Isso porque a moeda norte-americana está oscilando muito e a perspectiva é que ela não fique em patamares tão altos por muito tempo.Os fundos tradicionais de renda fixa não decepcionaram, tiveram rentabilidade média mensal de 1,31%, mas registraram captação líquida negativa de R$ 500,7 milhões. O desempenho dos fundos de ações no mês passado refletiu as derrapadas das bolsas no período e apresentaram rentabilidade média em maio de -1,28%. Turbulências continuam. Fundos DI ainda são a melhor opção No início de junho, os dez mais rentáveis, entre os 30 maiores fundos de ações, apresentam a rentabilidade oscilando entre 1,77% a 2,20% em apenas um dia útil do mês. Em contrapartida, entre os cambiais, já existe rentabilidade negativa. O desempenho dos 10 mais rentáveis, dentre os 30 maiores, oscilou de -0,16% a 1,81% no primeiro dia útil de junho. Já as remunerações mais altas dos fundos DI variaram de 0,06% a 0,07% no primeiro dia do mês.De acordo com Capelo, a recomendação continua a ser fundos DI. Mesmo com a perspectiva de um cenário mais estável em junho, não existe a menor segurança de que a turbulência já passou. "Os DI estão pagando juros de aproximadamente 1,4% ao mês para um cenário de inflação em torno de 0%. O investidor não deve se arriscar para conseguir lucros maiores, pois pode perder dinheiro", afirma.Para aplicação em Bolsa, o investidor deve colocar apenas uma pequena parte de seus recursos. Mesmo assim, se tiver disposição a correr riscos. Capelo afirma que a alta conseguida pela Bolsa no início do mês também deve ser vista como um fator de risco. Isso porque, para aproveitar o momento de alta e realizar do lucros, os investidores podem vender ações de uma hora para outra, o que provocaria uma queda repentina no mercado acionário.

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