Fundos DI: rendimento seguro

Fundos DI são sempre os mais eficazes e seguros em momentos de incertezas. E em outubro, com toda a instabilidade nos mercados de bolsa e dólar, não está sendo diferente. O rendimento desses fundos é definido diariamente, de acordo com as taxas correntes e as expectativas embutidas em contratos futuros. Assim, as pressões exercidas sobre os juros em meio aos solavancos das últimas semanas resultou em incremento da rentabilidade dos DI. Devem pagar em outubro, líquido, 1%.Já os fundos de renda fixa tradicionais, que travam parte da carteira em títulos a juros prefixados, têm rendimento líqüido projetado em 0,93%, porque não têm flexibilidade para tirar proveito quando pressões de alta ocorrem no mercado. Pelo contrário: são ideais quando a tendência é de queda da taxa de juros. No segmento de CDBs, quem tem papel atrelado ao CDI também está ganhando com a crise. Já CDBs prefixados têm o mesmo problema dos fundos de renda fixa: não repassam ao investidor as altas de taxas ocorridas após a emissão do papel. Nessas aplicações, há um outro agravante: o valor aplicado também define rendimento. Quanto menor a quantia, menor a taxa de juros. Já a caderneta, com rendimento de 0,63% este mês, está com o menor retorno na renda fixa. A recuperação do mercado de bolsa e o recuo do dólar na sexta-feira animaram analistas a indicar os fundos de renda fixa tradicionais para novas aplicações. O que está em DI fica onde está, por enquanto.

Agencia Estado,

30 de outubro de 2000 | 18h54

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