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Fundos DI: taxas de administração não recuam

O peso da taxa de administração na rentabilidade dos fundos de renda fixa pós-fixados (DI) é cada vez maior. Isso porque as taxas cobradas pelas administradoras de fundos têm permanecido no mesmo patamar, enquanto o rendimento tem sido cada vez menor em função da queda das taxas de juros.De acordo com Flávio Bojikian, administrador de renda fixa da BankBoston Asset Management, as taxas de administração não têm recuado nos últimos meses pois os custos da gestão desses recursos são os mesmos. Além disso, com a queda das taxas, a maior parte do dinheiro alocado nesses fundos faz parte da movimentação do dia a dia do investidor. "Isso exige ainda mais das administradoras, pois há um grande movimento de entradas e resgates diariamente", explica.O diretor de renda fixa da Unibanco Asset Management, Augusto Ferreira, também não acredita em cortes nas taxas de administração devido ao recuo dos juros. Ferreira lembra que a taxa de administração é inversamente proporcional ao valor investido, ou seja, quanto maior a aplicação, menor é a taxa de administração. "Isso acontece porque, para administrar pequenas quantias, o gestor terá os mesmos custos. Por isso precisa cobrar mais", avalia o executivo.Ferreira acredita que, de fato, a tendência para a rentabilidade dos fundos DI é de queda. "Para conseguir o mesmo rendimento, o investidor terá que assumir um pouco mais de risco", orienta. Trata-se de uma diversificação da carteira de investimentos que, na opinião dos analistas, deve ser adotada com o objetivo de conseguir um ganho maior com as aplicações.Segundo Eduardo Lacerda Campos, gerente de fundos de investimento para o varejo e setor público da BB DTVM, a administradora de recursos do Banco do Brasil, as taxas de administração dos fundos DI no mercado já estão adequadas aos custos desses produtos. "O que cobramos é compatível com o que gastamos na administração. Além disso, as taxas da BBDTVM são competitivas em relação ao que a concorrência cobra", diz. Fundos DI: BB DTVM alterou carteira de fundosEm setembro do ano passado, a BB DTVM - a maior gestora de fundos do Brasil, segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) - alterou sua carteira de fundos DI com o objetivo de oferecer produtos com valores iniciais de aplicação intermediários em relação ao que se oferecia antes. Dentre as dez maiores administradoras de fundos, a BB DTVM foi a única a realizar alterações nos seus produtos. Em algumas faixas de aplicação, isso foi vantajoso para o investidor, já que a taxa de administração cobrada para alguns valores ficou menor. Veja o exemplo: antes de setembro, a BB DTVM oferecia um fundo DI com investimento mínimo de R$ 2.500,00 e taxa de administração de 2,5% ao ano. A faixa de aplicação mínima superior a esse patamar era de R$ 100 mil e taxa de administração de 1% ao ano. De acordo com Campos, com a reformulação dos produtos, criou-se um fundo DI com aplicação inicial de R$ 25 mil e taxa de administração de 1,5% ao ano. "Com o lançamento do BB DI Especial, reduzimos a taxa de administração para uma parcela de investidores que tinham depósito inicial entre R$ 25 mil e R$ 100 mil", afirma Campos. Veja alguns produtosFundosAplicação inicialTaxa de administraçãoBB DI PreferencialR$ 2.500,002,5% ao anoBB DI EspecialR$ 25.000,001,5% ao anoBB DI Especial PlusR$ 50.000,001,0% ao anoBB DI PrivateR$ 300.000,000,5% ao anoBoston Golden DIR$ 5.000,003,0% ao anoBoston Maxi DIR$ 300.000,000,5% ao anoUnibanco DI BonusR$ 200,005,0% ao anoUnibanco DI PremiumR$ 50.000,001,0% ao ano

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