Fundos: mercado sofisticado

Para oferecer rentabilidade mais atraente, os fundos agressivos atuam em mercados sofisticados. O grau de risco do produto é determinado pela composição de cada carteira. Basicamente, elas são compostas por títulos públicos federais, com pequenos percentuais de títulos privados, como debêntures. Cotas de fundos de investimento no exterior, que aplicam em títulos da dívida externa, e ações também podem estar presentes. O ganho que pode fazer a diferença é perseguido por meio de operações em mercados futuros de juros, câmbio e bolsa.Nesse mercado, a estratégia é aproveitar as oscilações para ampliar o ganho. Se a cotação do dólar está baixa e a tendência é de alta, o gestor pode comprar contratos de dólar apostando nessa perspectiva, explica o gerente de risco da Sul América Investimentos, Miguel Russo. Se o dólar subir, o fundo ganha; se cair, perde. Também é possível fazer alavancagem, ou seja, investir valor superior ao patrimônio do fundo em mercados futuros. O sucesso da operação vai depender da competência do gestor. Esse tipo de estratégia sujeita o cotista a perda de parte do valor investido ou de todo ele.Por causa dos riscos, esses fundos deveriam ter suas posições reavaliadas diariamente. "Quando uma escolha atinge um nível considerado perigoso, a posição precisa ser abandonada imediatamente", explica o diretor-adjunto do Sudameris, José Antônio Prescinotti.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.