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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Fundos oferecem diversas alternativas

No mercado de fundos, as carteiras concentradas em títulos de renda fixa - prefixados e pós-fixados - continuam os mais populares, em função de oferecerem rentabilidade elevada com baixo risco. Um dos segmentos mais procurados neste momento são os fundos de renda fixa prefixada, compostos por títulos que embutem juros definidos previamente, segundo reportagem de Danilo Farielo.Como explica o diretor da área de Renda Fixa do Bradesco Asset Management (Bram), Marcelo Silva, os fundos de renda fixa prefixados são mais indicados quando a expectativa é declinante para as taxas de juro. É o caso neste momento. Porém, vale sempre lembrar, se os juros caírem, este ganho potencial se transforma em perda efetiva.O vice-presidente da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), Marcelo Giufrida, afirma que todo investimento oferece algum risco. No caso dos fundos de renda fixa prefixada, a rentabilidade poderá encolher ainda pela eventual aceleração da inflação ou por uma elevação da taxa de juros de mercado acima do juro dos títulos mantidos na carteira do fundo. Por isso, esses fundos oferecem maior volatilidade que os DI, explica Silva, da Bram.O professor Ricardo Humberto Rocha, do Laboratório de Finanças da Universidade de São Paulo (Labfin-USP), explica que a aposta num fundo de renda fixa prefixada pode ser atropelada por qualquer crise internacional, que leve o governo a aumentar novamente as taxas de juros. Fundos DI são opção mais conservadoraNo segmento de fundos de renda fixa, as carteiras DI são as mais seguras, porque acompanham o movimento diário dos juros. Quando os juros caem, o rendimento é menor, mas não há riscos de perdas efetivas. Já quando os juros sobem, o rendimento também sobe. Isso não acontece com os fundos de renda fixa, que rendem mais quando os juros estão caindo, mas implicam perdas para os investidores se houver uma alta dos juros de mercado. O consultor Fábio Colombo, da Money Maker Investment Advisory, considera os fundos DI a mais defensiva entre as opções da indústria.Outros fundos de renda fixaO grupo de fundos de renda fixa têm várias alternativas de aplicações. Os fundos de crédito, por exemplo, têm a carteira carregada por títulos de maior risco, de empréstimos para empresas. Também o de renda fixa multiíndices carrega maior risco, podendo trabalhar com títulos prefixados, pós-fixados e corrigidos por índices de inflação. Outro grupo é o de fundos alavancados, que podem investir em ativos de risco e até comprometer mais do que o volume total de patrimônio do fundo. Os riscos dessas categorias são mais acentuados, mas a possibilidade de retorno também é maior. Fundos de ações diluem risco em Bolsas de Valores Os fundos de ações vão acompanhar a mesma tendência da Bolsa de Valores este ano. Ou seja: prometem boa valorização, mas há riscos de fortes oscilações, em função de o País estar em ano eleitoral. Os fundos de ações são uma opção para o pequeno e médio investidor que não tem recursos para tentar administrar uma carteira individual de ações. O fundo dilui os riscos ao fazer aplicações numa carteira diversificada, de forma a compensar baixas de alguns papéis por altas de outros. Além disso, o fundo conta com a experiência de um administrador profissional, responsável pela escolha dos papéis. O risco contido nessa aplicação está ligado às variações bruscas das ações, seja por fatores macroeconômicos, como elevação das taxas de juro, seja por fatores específicos de cada empresa, seja ainda pela redução de fluxo de recursos para a Bolsa de Valores, entre outros. O investidor também deve observar que o risco varia de acordo com o tipo de carteira. Cada categoria persegue um nível de rentabilidade e embute risco próprio. Há fundos passivos (que acompanham a variação média do Ibovespa - Índice da Bolsa de Valores de São Paulo), ativos (que objetivam superar o Ibovespa), setoriais (que acompanham o desempenho de setores definidos), e alavancados (que fazem operações de maior risco, em busca de maior rendimento). Fundos cambiais estão em bom momentoOs fundos cambiais concentram a carteira em títulos públicos que rendem juros mais a variação do dólar. Eduardo Santalúcia, responsável pelo Private do Sudameris, afirma que o atual preço do dólar, em torno de R$ 2,35, incentiva o investimento em fundo cambial porque é baixo o risco de queda abaixo deste patamar. O vice-presidente da Anbid, Marcelo Giufrida, também considera que a aplicação pode ser uma opção rentável no momento, uma vez que é esperado que o próximo governo possa estimular as exportações também através da desvalorização do real.Avalie risco em carteira multimercadoOs fundos multimercados consistem em cestas de investimento que abarcam multiplicidade de títulos para, por meio de uma gestão ativa, aproveitar o melhor momento de cada um dos mercados em que pode atuar. Uma das vantagens desse produto é a possibilidade de pular de um ativo para outro, como, por exemplo, dos juros para as ações, sem ser alcançado pela alíquota de 0,38% da CPMF. Os multimercados são indicados para diversificação de carteira, com objetivo de longo prazo.Nessa categoria de fundos, existem produtos que vão dos mais conservadores aos mais agressivos, afirma o diretor de Gestão do Banco Sudameris, Aury Luiz Ermel. "O de risco maior é aquele com renda variável e alavancagem, em que a posição do cotista pode superar seu patrimônio." Fabio Colombo, consultor da Money Maker, afirma que é preciso prestar atenção ao regulamento do fundo para avaliar a exposição ao risco, além de avaliar cuidadosamente o gestor e o histórico de rendimento do fundo comparado com seu objetivo. Cuidado com os custos dos fundosMarcelo Giufrida, da Anbid, afirma que o investidor deve ter disciplina e não ficar correndo atrás das carteiras momentaneamente mais rentáveis. Quem faz trocas de carteira antes de 30 dias, nos fundos de renda fixa, paga Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além disso, qualquer troca entre fundos implica o pagamento de uma CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) de 0,38%. O investidor também deve ficar atendo ao valor da taxa de administração. Taxas altas costumam resultar em menores rendimentos para o investidor, salvo nos casos em que o administrador consegue um rendimento excepcional.No caso dos fundos DI, a formação praticamente uniforme das diversas carteiras faz com que a taxa de administração seja fator determinante do rendimento. Para especialistas, o limite de taxa tolerável pelo investidor é de 1,25% ao ano.

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